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Milho: Preço interno sobe e chega à R$ 80,00 em Campinas/SP nesta quarta

 

 

A quarta-feira (21) chega ao final com os preços do milho subindo no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas desvalorizações em nenhuma das praças. Já as valorizações apareceram em Não-Me-Toque/RS, Panambi/RS, Ubiratã/PR, Londrina/PR, Cafelândia/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Pato Branco/PR, Rio do Sul/SC, Rondonópolis/MT, Alto Garças/MT, Itiquira/MT, Tangará da Serra/MT, Campo Novo do Parecis/MT, Jataí/GO, Rio Verde/GO, Brasília/DF, Dourados/MS, São Gabriel do Oeste/MS, Maracaju/MS, Campo Grande/MS, Eldorado/MS, Amambaí/MS, Cândido Mota/SP, Itapetininga/SP e Campinas/SP.

 

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, o mercado físico do milho está travado em São Paulo. “O produtor limita as vendas o quanto pode, enquanto o comprador evita comprar volumes relevantes, mas o dólar deixa os preços nos portos sustentados”. Em Goiás, por exemplo, o preço médio da saca de milho subiu 2,80% na última semana e fechou a sexta-feira (16) com valor de R$ 59,75. O Ifag (Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás) apontou que a valorização foi acompanhada também nas cotações futuras.

 

Os preços futuros do milho tiveram um dia de grandes valorizações na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 4,74% e 5,03% próximas do fechamento do pregão. O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 83,92 com valorização de 5,03%, o janeiro/21 valia R$ 84,04 com elevação de 4,92%, o março/21 era negociado por R$ 82,88 com ganho de 4,91% e o maio/21 tinha valor de R$ 78,02 com alta de 4,74%.

 

Para o analista da Germinar Corretora, Roberto Carlos Rafael, essas cotações podem subir ainda mais, com a B3 puxando o mercado físico, mas existe um limite para as altas e ele está atrelado à paridade de importação, que nos cálculos dele, já está próxima.

 

Na visão de Rafael, o milho importado dos Estados Unidos hoje, já sem a TEC de importação, chegaria aos portos brasileiros na faixa dos R$ 76,00 e às indústrias, já com o frete, por volta de R$ 82,00. Sendo assim, devemos ter registro de grandes importações do cereal norte-americano nos próximos 30 dias, o que atuaria para frear as cotações no Brasil. O analista destaca que não há falta de milho no país, mas o vendedor que está capitalizado e acompanha a alta de preços e o clima para as próximas safras opta por não vender.  Neste caso, o atual patamar de preços pode ser interessante para novas comercializações.

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