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Agro: Fórum discute alternativas de crédito em evento sobre securitização

30/09/2020

 

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou do Uqbar Day, um fórum de discussão com órgãos reguladores, participantes do mercado e investidores sobre temas relacionados à securitização e ao mercado de capitais, na terça (29). O superintendente técnico da Confederação, Bruno Lucchi, foi um dos debatedores do painel “Mercado de capitais: uma alternativa ao crédito subsidiado?”, ao lado do vice-presidente de Agronegócio e Governo do Banco do Brasil, João Rabelo, do diretor-executivo da Ecoagro, Moacir Teixeira, e do sócio de Fusões e Aquisições e Mercado de Capitais do Demarest Advogados, Thiago Giantomassi.

Bruno destacou que o crédito tem um papel fundamental para manter o agronegócio brasileiro como uma potência mundial e que é necessário buscar novas alternativas fora do crédito rural oficial, entre elas o mercado de capitais. O superintendente da CNA entende que houve avanços para reduzir a burocracia e fomentar o desenvolvimento do mercado de crédito privado voltado ao agro nos últimos anos, como a Lei 13.986/2020, mas ainda é preciso melhorar o ambiente regulatório para atrair investidores.

Segundo ele, a CNA, juntamente com a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o Ministério da Agricultura, o Banco Central e o Ministério da Economia, vem trabalhando em alternativas para simplificar e desburocratizar o acesso ao crédito rural. “O agronegócio avançou muito na utilização de mitigadores de riscos da produção, como o seguro agrícola, e isso deve gerar maior tranquilidade aos investidores para investir no agro brasileiro”, afirmou.

Bruno aponta que os principais desafios para avançar nesse mercado serão aumentar os recursos para o seguro rural, reduzir a atuação de intermediários nas operações e incentivar a organização de produtores em associações e cooperativas para negociarem taxas melhores.

A assessora técnica de Política Agrícola da CNA, Fernanda Schwantes, foi a moderadora do debate “CRA em US$: desafios e oportunidades para o financiamento do agronegócio”. A possibilidade da emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) referenciados em moeda estrangeira foi uma das inovações trazidas pela Lei 13.986/2020. Na opinião dela, o mercado de capitais para o agronegócio é um tema importante dentro da agenda que instituições privadas, como a CNA, o Instituto Pensar Agro (IPA) e a Associação Brasileira das Securitizadoras Imobiliárias e do Agronegócio (ABSIA), tem desenvolvido nos últimos anos.

Os objetivos dessa agenda são: aumentar a transparência tanto para os produtores rurais na tomada do crédito como para potenciais investidores no agronegócio brasileiro; reduzir a burocracia e tornar os processos mais rápidos e menos onerosos ao produtor e demais elos das cadeias agroindustriais e utilizar o desenvolvimento tecnológico em favor da gestão das propriedades, além do que já é feito em favor do aumento de produtividade nas propriedades.

“O que temos percebido é que o interesse de investidores pelo agronegócio brasileiro aumentou, tanto em função das condições macroeconômicas, que tornaram o setor mais competitivo em termos de rentabilidade de ativos, mas especialmente pelo fato de o setor continuar crescendo, gerando empregos e superávits de exportação, mesmo em situação de crise”, disse Fernanda.

Conforme ela, do ponto de vista dos produtores, a expectativa é que o aumento da oferta de crédito, aliado ao incentivo que o governo tem dado para a adoção de instrumentos de gestão de riscos, tende a melhorar as condições de financiamento em diversos aspectos, como prazos, taxa de juros e exigência de garantias.

O debate também contou com a participação do secretário-adjunto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, José Ângelo Mazzillo, do sócio da Pinheiro Neto Advogados, Tiago Lessa, e do diretor de Operações da Ecoagro, Cristian Fumagalli. O Uqbar Day segue até amanhã (30) e tem quatro temas centrais: agronegócio, mercado imobiliário, Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (Fidc) e transformação digital no mercado de capitais.

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