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Mercado de fertilizantes especiais teve expansão de 7,7% no balanço de 2019

01/08/2020

 

O faturamento da indústria brasileira de fertilizantes especiais foi de R$ 7,1 bilhões em 2019, apresentando um crescimento de 7,7% em relação ao ano anterior. O segmento de fertilizantes foliares teve uma expansão de 6%, enquanto os fertilizantes organominerais para solo tiveram alta de 19,5% e os fertilizantes orgânicos para solo, de 2,9%. O mercado de substratos para plantas teve em 2019 um faturamento 7% superior se comparado a 2018, tendo crescimento de 3% no volume vendido.

 

Em coletiva de imprensa virtual promovida nesta sexta-feira, dia 31 de julho, Clorialdo Roberto Levrero, presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo – Associação Brasileira de Tecnologia em Nutrição Vegetal, comentou que a adoção crescente de tecnologias em nutrição vegetal está ligada à constante busca por produtividade pelos produtores rurais. “Nosso mercado tem demonstrado uma capacidade para atender as demandas do campo, com qualidade e suporte técnico. Além disso, a média de investimentos nos últimos cinco anos de 4,4% em pesquisa e desenvolvimento contribui para a oferta de produtos eficientes”, disse.

 

Em 2019, foram investidos R$ 211 milhões em P&D pelo segmento. Gustavo Branco, vice-presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo, todo esse esforço de aportes em P&D reforça a intenção do setor em continuar inovando e desenvolvendo tecnologias adequadas para subsidiar o mercado em termos de produtividade e qualidade. “Hoje, o Brasil está cada vez mais protagonista na adoção de novas tecnologias”, acrescentou. Para este ano, a expectativa do setor de tecnologia em nutrição vegetal é de crescimento. “Pela pesquisa que fizemos com nossos associados, a maioria está otimista, com perspectiva de alta neste ano. Porém, existem muitos fatores a serem interpretados para afirmar um percentual exato desse aumento”, ponderou Branco.

 

Os dados estão no Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal 2020, publicação da Abisolo, que traz uma radiografia do setor e é considerado uma referência sobre o segmento no país. A cultura da soja se manteve como maior consumidora do setor, responsável por 49,6% das vendas dos fertilizantes foliares, 30,2% dos fertilizantes organominerais para solo e 7,4% dos fertilizantes orgânicos para solo. O café também é uma cultura com altas taxas de uso de fertilizante especial, 29,4% para orgânicos para solo, 21,6% para organominerais para solo e 8,2% para foliar. Entretanto, o maior crescimento percentual na adoção de fertilizantes especiais ficou com a cana-de-açúcar. Em 2019, esta cultura foi responsável por 12% do faturamento dos fertilizantes organominerais, 8,4% dos fertilizantes foliares e 7,4% dos fertilizantes orgânicos.

 

Atualmente, são 441 indústrias e importadores de fertilizantes especiais em atividade, com 527 unidades produtivas em 21 estados brasileiros, sendo que o Estado de São Paulo conta com 219 unidades. De acordo com o estudo, os segmentos de produtos que apresentaram o maior crescimento têm em suas formulações, além de nutrientes, aminoácidos, extratos de algas e substâncias húmicas. Tanto nos produtos por aplicação via foliar como na aplicação via solo, o percentual de vendas com produtos que contém aminoácidos, extratos de algas e substâncias húmicas puras ou como componentes da formulação foi de 31,81% para aplicação via Folha e de 31,73% para aplicação via Solo. Esse dado, segundo os executivos da Associação, ressalta a questão do maior uso de biofertilizantes, mesmo que ainda em frações.

 

Os estados que mais se destacam no ranking do uso de fertilizantes especiais são: São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. O estado paulista representa 25% dos fertilizantes foliares, 33% dos fertilizantes orgânicos para solo e 25% dos fertilizantes organominerais para solo. Sobre a forma como esses fertilizantes são comercializados, a Abisolo mostrou que o mix de distribuição passa principalmente por distribuidores (49,37% em foliar, 47,81% em organominerais para solo e 44,33% para orgânicos para solo).

 

Mas, especificamente para os fertilizantes foliares, um percentual de 16,68% está na comercialização B2B, ou seja, entre indústrias. Já nos organominerais para solo e orgânicos para solo, a venda direta ao produtor rural é significativa, com 36,47% e 44,62%, respectivamente. Por fim, o mercado de substratos para plantas, com 45 empresa ativas, cresceu 3% ano passado em relação ao ano anterior, com faturamento de R$ 220 milhões. Em termos de volume, foram comercializados 550 mil m³. No caso do setor de condicionadores de solo, também com 45 empresas ativas, o faturamento chegou a R$ 90,7 milhões em 2019.

 

Nova diretoria

 

A Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo) conta com uma nova diretoria para o período 2020/2021. A presidência do Conselho Deliberativo será exercida por Clorialdo Roberto Levrero, da Ítale Fertilizantes, enquanto a vice-presidência será conduzida por Gustavo Branco, da Haifa Brasil. A Abisolo, fundada em 2003, é composta por mais de 100 empresas fabricantes de Fertilizantes Especiais, Biofertilizantes, Condicionadores de Solo e Substrato para Plantas.

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