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Agro: Congresso apontará perspectivas do setor e seu papel no pós-pandemia

30/07/2020

 

Nesse momento desafiador decorrente da pandemia da Covid-19, o agronegócio no Brasil tem tido um papel preponderante na manutenção do superávit das exportações, bem como na garantia de alimentos na mesa dos cidadãos brasileiros. As consequências da crise sanitária no mundo e no país estão sendo mensuradas.  Para tratar dessas questões, o Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), um dos eventos mais relevantes do universo do agro nacional, vai responder, no dia 3 de agosto, questionamentos importantes referentes às lições que o país tirará com essa crise sem precedentes.

Em coletiva de imprensa virtual sobre o Congresso, promovida nesta quinta-feira (30), Marcello Brito, presidente do Conselho Diretor da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), disse que a tendência é que o agronegócio continue a obter bons resultados porque, apesar do impacto do desemprego mundial, as economias globais receberam aportes importantes e contam com um capital fluindo. “Isso deve manter o agro nacional, até porque em uma crise econômica, a tendência é a desvalorização do real e o fortalecimento do dólar, o que beneficia o setor”.

Porém, Brito observou que a questão da demanda interna ainda é incerta, pois ela vem sendo sustentada pelo auxílio emergencial, que será finalizado. Além disso, ele ressaltou que alguns segmentos, como frutas, hortaliças e flores, estão sofrendo com a pandemia. O mercado de flores, por exemplo, depende de eventos e festas, que não devem retornar a curto prazo. “As exportações de frutas foram prejudicadas pelo cancelamento dos voos comerciais. Mas, eles são muito resilientes e devem voltar a ter sua importância rapidamente”, afirmou.

Fabio Zenaro, diretor de Produtos de Balcão, Commodities e Novos Negócios da B3, bolsa do Brasil, afirmou que essa crise tem um caráter totalmente diferente e as indefinições foram, no início, muito grandes. “Mesmo não tendo certezas neste momento para a resolver a questão sanitária, já há sinais surpreendentemente positivos no mercado, com vários movimentos tentando amenizar a situação”. Sobre a questão das commodities, o executivo anunciou que “estamos apostando na soja, por isso em breve lançaremos um contrato de soja brasileiro”.

O Congresso Brasileiro do Agronegócio, com transmissão ao vivo pela internet, será diferenciado, com um formato totalmente virtual. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas diretamente no site oficial. Brito conduzirá, juntamente com o CEO da B3, Gilson Finkelsztain, a abertura do evento, a partir das 9h00, que terá o pronunciamento da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, do secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Gustavo Junqueira, do deputado Federal e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Alceu Moreira, e a mensagem do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

O evento virtual está dividido em três painéis, com uma dinâmica que possibilita a interação entre os debatedores e com o público participante. O jornalista William Waack modera os painéis, que serão formados por um depoimento de importantes personalidades nacionais, seguido por avaliações de especialistas dos segmentos do agronegócio e da economia, da indústria alimentícia, de institutos de pesquisa e do comportamento social e humano. 

O primeiro painel O Agro Brasileiro e a Crise Global têm o objetivo de analisar a função do agronegócio brasileiro perante a crise no mundo, se o segmento terá oportunidades de ampliar suas exportações em produtos como a carne e os grãos e quais serão os riscos para o setor nesse período. O depoimento  ficará a cargo do Embaixador do Brasil junto à União Europeia, Marcos Galvão, com os debatedores: Grazielle Parenti, presidente do Conselho Diretor da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB e Paulo Sousa, presidente da Cargill no Brasil.

“Nesse painel, reunimos um representante de cada setor – exportações (Cargill), produção (OCB) e indústria (Abia) porque a união da produção do campo, do processamento nacional e da exportação é importante para enfrentar o desafio do agro no mercado externo, sobretudo perante a imagem brasileira nos dias atuais”, comentou Brito.

Já o segundo painel Mercado Financeiro, Seguro e Crédito Rural analisará o impacto da crise do ponto de visita financeiro. De fato, atualmente, existem diversos mecanismos de financiamentos e instrumentos de crédito, além dos bancos tradicionais, como fintechs, operação de barter, os traders, entre outros. Os debatedores poderão avaliar esses instrumentos bem como o Plano Safra 2020/2021, que contará com R$ 236,3 bilhões em recursos, com destaque para os R$ 1,3 bilhão do Seguro Rural, um instrumento importante para garantir a segurança do produtor em caso, por exemplo, de intempéries climáticas.

O depoimento deste painel será proferido por Roberto Campos Neto, Presidente do Banco Central do Brasil, com a participação nos debates de Fábio Zenaro, diretor de Produtos Balcão, Commodities e Novos Negócios da B3, Ivandré Montiel da Silva, CEO da BrasilSeg e Pedro Fernandes, diretor de Agronegócio do Itaú BBA. 

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