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Para ministra, agro brasileiro não precisa usar Amazônia para crescer

04/07/2020

 

Em entrevista ao Estadão publicada neste sábado (4), a ministra da Agricultura do governo de Jair Bolsonaro, Tereza Cristina, mostrou que o respeito ao meio ambiente não é a prioridade da administração da qual ela faz parte. Em um momento em que o Brasil volta a bater recordes de desmatamento e a se tornar foco da atenção mundial devido a este problema – o que poderia levar o país a perder investimentos –, Cristina desdenhou do problema, embora tenha se autodenominado “uma defensora intransigente de zerar o desmatamento ilegal”.

 

“O agronegócio não precisa da Amazônia para crescer”, disse ela, na frase mais polêmica da entrevista, para defender os empresários do setor da acusação de estarem envolvidos com o desmatamento recorde registrado desde o início do governo de Jair Bolsonaro.

 

A ministra (conhecida pelos seus opositores como “Menina Veneno”, por sua defesa do uso de agrotóxicos), confessa não ser “muito ligada a críticas”, mas segue a linha de raciocínio bolsonarista para questionar as críticas internacionais alegando que elas só valem contra o Brasil e não contra outros países.

 

“Por que só o Brasil? Essa é a pergunta que a gente tem de fazer. Vejo que existe uma desinformação, o Brasil é um país continental. Então, a gente precisa começar a ter definições claras. Está tendo mais desmatamento? Está. Mas onde está ocorrendo esse desmatamento? O que é ilegal?", questiona a ministra.

 

E, continuou, "Fora isso, é preciso entender que o Brasil é uma referência mundial no agronegócio. E depois que nós assinamos o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, os ataques começaram a subir de tom. Se antes estávamos com o farol no verde ou no amarelo, estamos no vermelho agora. O Brasil incomoda o Velho Mundo. Por quê? Porque somos um concorrente muito preparado nesse mercado”.

 

A ministra também criticou os bancos brasileiros que se declararam contrários à política ambiental do governo, e disse que a prioridade dessas instituições “deveria estar em reduzir seus juros para o agro”.

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