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Controle sanitário é montado nos silos do Porto de Paranaguá

30/05/2020

 

A partir desta sexta-feira (29), todos os trabalhadores que atuam nos silos e moegas públicas do Porto de Paranaguá terão a temperatura aferida. Mais um ponto de monitoramento sanitário foi montado no acesso pelo Portão 7, localizado na entrada do Silo Vertical (Silão).           

Em média, 300 trabalhadores acessam o local todos os dias. “Com o apoio dos operadores portuários, através da Aocep, conseguimos garantir que a super safra de soja deste ano seja escoada sem prejuízo à saúde do trabalhador”, afirma o diretor-presidente da empresa Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

O controle nos silos públicos reforça o trabalho realizado nas barreiras sanitárias montadas no Pátio de Triagem, no acesso ao cais e no edifício Taguaré. “No pátio, seguimos com a aferição de temperatura de todos os caminhoneiros que chegam para descarregar os grãos e farelos de exportação no Porto de Paranaguá. Além desse serviço de saúde, mantemos o reforço em banheiros extras e pontos de higienização das mãos”, destaca Garcia.

De 1º de maio até as 23h59 desta quinta-feira (28), cerca de 49 mil caminhoneiros passaram pela triagem de saúde no Pátio do Porto de Paranaguá. Somente nos silos públicos, todos os dias, 370 caminhões descarregam em torno de 14 mil toneladas de grão e farelo, em média.

“Além de proporcionar segurança aos trabalhadores dos silos públicos e suas respectivas famílias, a importância desse controle neste momento de escoamento de safra é assegurar aos exportadores e aos clientes do porto a continuidade de recebimento e embarque da soja pelo Porto de Paranaguá”, afirma o chefe da Divisão de Silos, Gilmar Francener. A operação de prevenção à Covid-19, no Pátio, está montada há mais de dois meses, desde 25 de março.

SILOS

Os trabalhadores que acessam a pé, pelo portão 7, atuam na descarga dos vagões e caminhões e outras funções desempenhadas nos silos e moegas públicas, como manutenção e controle das balanças. Eles passam pela aferição de temperatura desde às 6 horas desta sexta-feira (29).

Como informa a Associação dos Operadores Portuários do Corredor de Exportação (Aocep), a aferição de temperatura seria mais uma ferramenta no combate à Covid-19. Além deste, em parceria, os operadores prestam informação sobre a obrigatoriedade e o uso adequado de máscaras e a correta higienização das mãos. De acordo com nota da associação, o objetivo é, em primeiro lugar, garantir a saúde dos trabalhadores e a continuidade operacional, assim como a preservação econômica da cidade e do País.

PORTARIA

Nesta quinta-feira (28), a Portos do Paraná publicou uma portaria (nº129/2020) exigindo que as empresas com as quais possuam contrato de arrendamento forneçam informações periódicas tanto em relação às medidas preventivas adotadas para enfrentamento da Covid-19, quanto em relação ao controle e monitoramento da saúde dos respectivos funcionários. A exigência faz parte do esforço comum para prevenir e controlar a disseminação da doença no ambiente portuário.

Retrospectiva das ações de prevenção


A empresa pública Portos do Paraná começou a adotar uma série de ações preventivas para o controle do novo coronavírus logo no final de janeiro, dia 29, quando as medidas sanitárias e práticas de controle de tripulação foram intensificadas para minimizar os riscos de infecção.

Seguindo regulamentações sanitárias internacionais, a autoridade portuária adotou um protocolo diferenciado para embarcações e tripulantes vindos das áreas epidêmicas. As exigências aos navios seguiram as orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e foram inicialmente publicadas na Ordem de Serviço 50/2020 (que substitui a OS 012/2020).

Na mesma data, a Portos do Paraná estabeleceu um regime ainda mais intensivo de limpeza nos controles biométrico de acesso às áreas alfandegadas. Cartazes com orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde foram afixados nos diversos ambientes dos portos do Paraná, em três idiomas: português, inglês e mandarim.

Em fevereiro, a troca de informações e o alinhamento entre a autoridade, a comunidade portuária e os órgãos de saúde e vigilância sanitária se intensificaram em reuniões e a realização de um simulado para o atendimento e encaminhamento dos casos suspeitos.

OPERAÇÃO

Em março, com a publicação da nova Ordem de serviço (064/2020), em substituição às anteriores, a Portos do Paraná criou um comitê multissetorial para auxiliar a diretoria executiva e propor medidas de combate e prevenção. O grupo, que envolve funcionários das áreas jurídica, administrativa, financeira, de meio ambiente, segurança do trabalho e comunicação, acompanha, desde então, o avanço da doença, mudanças de legislação e a necessidade dos trabalhadores.

No final daquele mês, um contrato emergencial de saúde, feito pela Portos do Paraná, permitiu a ampliação dos cuidados com os trabalhadores. As equipes seguem atendendo 24 horas, em turnos, com dois médicos (um em cada ponto, que seguem escalas de 12 horas), 14 de técnicos de enfermagem, três de auxiliares administrativos e dois de limpeza hospitalar, em cada ponto. Além das plataformas para a aferição dos motoristas de caminhão, foram montados dois postos médicos e dois postos de enfermagem – no acesso dos trabalhadores à faixa primária (prédio Dom Pedro II) e no pátio de caminhões.

Primeiro, os trabalhadores ou caminhoneiros passam pela aferição de temperatura. Se essa for menor que 37,6ºC, eles são orientados a higienizar as mãos e liberados. Caso contrário, são encaminhados para a avaliação médica e análise primária de sintomas. Caso os sintomas sejam leves, a equipe coleta os dados do trabalhador, orienta sobre as medidas preventivas (uso de máscara, isolamento).

Se o caso for de moderado a grave, com suspeita de Covid-19, o encaminhamento é para as unidades de saúde ou para o Hospital Regional. O transporte do paciente é feito pela ambulância do Ogmo (se for no acesso ao cais) ou pelo Samu (do pátio). Em todas as situações o município é notificado. A equipe da Guarda Portuária também recebe informações para impedir que o trabalhador ou motorista insista em ignorar as recomendações. Essa atuação seguirá até que a pandemia termine.

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