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Etanol: Preço do petróleo e início da moagem pressionam cotações em 7%

17/03/2020

 

O início da moagem de cana-de-açúcar em um pequeno número de usinas em São Paulo e o forte recuo do preço do petróleo pressionaram as cotações dos etanóis hidratado e anidro no mercado paulista e também em outros estados do Centro-Sul – exceto em Mato Grosso. Segundo pesquisadores do Cepea, esse forte movimento de baixa se deve à guerra de preços entre Arábia Saudita e Rússia.

Na última semana, inclusive, o petróleo registrou a maior desvalorização desde a Guerra do Golfo Pérsico, em 1991. Além disso, a participação de compradores no mercado interno de etanol está baixa, o que tem reduzido a liquidez – esses demandantes estão à espera de uma maior entrada do biocombustível no mercado nas próximas semanas.

Diante disso, entre 9 e 13 de março, o volume negociado de etanol hidratado captado pelo Cepea foi baixo, sendo 6,54% inferior ao da semana anterior. No mesmo período, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado fechou a R$ 1,9437/litro (sem Icms e sem PIS/Cofins), forte recuo de 7,79% em relação ao da semana anterior. No caso do etanol anidro, o Indicador Cepea/Esalq foi de R$ 2,1558/litro (sem PIS/Cofins), queda de 5,11% no mesmo comparativo.

 

Cotação do açúcar 

 

O cenário de incerteza na economia mundial e também no Brasil tem reduzido o número de negociações no mercado paulista de açúcar e pressionado as cotações. Na terça-feira (10), o Indicador Cepea/Esalq, cor Icumsa de 130 a 180, voltou à casa dos R$ 78,00 por saca no estado de São Paulo.

 

No entanto, segundo colaboradores do Cepea, o final da entressafra na região Centro-Sul do Brasil limitou a queda nos preços, tendo em vista que a disponibilidade atual de açúcar no spot está substancialmente menor. Ainda assim, a média da semana (de 9 a 13 de março) foi de R$ 79,68/saca de 50 kg, queda de 1,39% em relação à do período anterior (de R$ 80,80/sc de 50 kg).
 

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