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Indústria algodoeira mais ativa e dólar valorizado dão firmeza a matéria-prima

14/02/2020

 

A forte desvalorização cambial ocorrida nos últimos dias anulou os efeitos da fraqueza das cotações internacionais e garantiu uma alta de 1,6% nos preços do algodão brasileiro nesta segunda semana de fevereiro. Na média das indústrias do CIF de São Paulo, a pluma é indicada a R$ 2,85 por libra-peso, o que corresponde a ganhos de 6,3% em relação ao mesmo período do mês passado. Ante à igual período do ano anterior, a queda é de 2,6%.

 

Conforme o analista de Safras & Mercado, Élcio Bento, as indústrias seguem presentes no mercado em busca, especialmente, de fibra de alto padrão, cuja oferta é restrita e os preços pedidos pelos comerciantes e produtores elevados. “Isso porque as tradings podem optar pela venda no mercado interno ou externo”, lembra. “Os produtores, com boa parte da safra atual e futura comercializadas, neste momento estão focados nos trabalhos de plantio e aproveitam momentos para fechar negócios futuros”, explica.

 

Com a rentabilidade se mostrando atrativa, a tendência é que o produtor siga apostando no algodão nas próximas safras. “Para isso, considerando a fraqueza do consumo interno, é preciso manter a competitividade no mercado externo, em especial frente aos Estados Unidos, o maior exportador global da pluma”, pondera.

    

O spread entre o algodão brasileiro e norte-americano vem reduzindo. Há um mês, a fibra do Brasil era 1,18% mais acessível que o dos EUA. Há uma semana, era 0,91% inferior e na semana atual ficou 0,6% abaixo. “Esse estreitamento do spread, aproximando o produto nacional da paridade de exportação, deve-se à necessidade de os compradores nacionais entrarem no mercado para assegurar o abastecimento”, completa Bento.

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