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Projeto atribui título de ‘capital nacional da seda’ a Nova Esperança, no Paraná

21/01/2020

 

Um dos projetos prontos para ser votados no Plenário do Senado, o Projeto de Lei (PL) 4.487/2019, confere ao município de Nova Esperança (PR) o título de capital nacional da seda. A cidade é considerada a maior produtora da fibra da América Latina. Caso seja aprovado, o texto seguirá para sanção presidencial.

 

Autor do projeto, o deputado Rubens Bueno (Cidadania-PR) ressaltou que Nova Esperança, município de 30 mil habitantes, produz mais de 328 toneladas de casulo verde por safra, despontando como a maior produtora de seda da América Latina. Segundo o deputado, o estado do Paraná é produtor de 84% da seda nacional e a cidade é considerada a capital estadual do produto.

 

A sericicultura é uma atividade caracterizada pela cultura do bicho-da-seda e pela venda de seu casulo a empresas de fiação. A produção do casulo engloba o cultivo da amoreira, cujas folhas são o único alimento desse lepidóptero (insetos da ordem das borboletas e mariposas), e a criação da lagarta.  

 

“O fio da seda produzido em Nova Esperança prima pela alta qualidade da produção quando comparado ao de outros países. Cumpre lembrar que a sericicultura se constitui em uma atividade economicamente rentável, socialmente justa e ecologicamente correta, uma vez que não requer a aplicação de qualquer tipo de agrotóxico”, ressaltou o deputado.

 

O relator da matéria na Comissão de Educação (CE), senador Flavio Arns (Rede-PR), apresentou parecer favorável. Ele explicou que o reconhecimento é importante para a cidade, pois a produção de casulos do bicho-da-seda está ligada a tradições de longa data. Para o senador, o desafio agora é não permitir que a atividade perca espaço com o passar do tempo, sensibilizando especialmente os mais jovens para a sucessão familiar.

 

“Nova Esperança responde por 15% dos casulos verdes produzidos no Paraná. São mais de 325 mil quilos por safra, o que a torna a maior produtora de seda da América Latina. Temos a expectativa de que, com a visibilidade que a concessão do título trará, possamos atrair mais investimentos, impulsionando a geração de empregos”, afirmou Arns.

 

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