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Brasil teve recorde de destinos de exportação de arroz beneficiado

15/01/2020

 

O Brasil teve recorde de destinos de exportação de arroz beneficiado (base casca) em 2019. De janeiro a dezembro do ano passado, o cereal brasileiro foi comercializado para 96 mercados, superando 2018 (84) e 2017 (60). Os principais importadores foram Peru, Iraque, Venezuela, Cuba e Estados Unidos.

Nos 12 meses de 2019, o volume de arroz beneficiado (base casca) exportado pelo Brasil foi de 511.177,91 toneladas, alta de 5,6% sobre o ano anterior, quando os embarques totalizaram 483.891,18. Em relação a 2017 (353.494,53t), foram 157.623,38 toneladas a mais em 2019.

Os dados sobre as exportações de arroz beneficiado (base casca), divulgados ontem (13) pela Abiarroz (Associação Brasileira da Indústria de Arroz Beneficiado), foram consolidados pelo Sindicato da Indústria do Arroz no Estado do Rio Grande do Sul (Sindarroz-RS).

"O nosso principal comprador continua sendo o Peru, com importações de 147 mil toneladas de arroz beneficiado (base casca) no ano passado, contra 121 mil toneladas de 2018 e 113 mil toneladas de 2017", diz o diretor executivo do Sindarroz, Tiago Sarmento Barata.

Também foi importante, destaca o dirigente do Sindarroz, a retomada das exportações para o Iraque, que totalizaram 90,4 mil toneladas. Em 2018, o Brasil não exportou para aquele país e, em 2017, os embarques foram de apenas 220,62 toneladas.

"Tivemos algumas dificuldades de acesso ao Iraque, mas agora ele voltou a absorver o nosso produto", observa Tiago Sarmento Barata. Segundo ele, Peru e o Iraque são dois mercados altamente exigentes por qualidade, o que "atesta os atributos do arroz brasileiro".

"Em 2019, conseguimos, portanto, aumentar o volume das exportações de arroz beneficiado (base casca), ampliar a diversificação de mercados e nos consolidar como um país ofertante de produto de qualidade", enfatiza o diretor executivo do Sindarroz.  "As vendas para o Peru, México e Iraque são referências muito boas para a orizicultura brasileira."

Brazilian Rice


Gustavo Ludwig, gerente do Brazilian Rice, projeto de promoção comercial internacional executado por meio de parceria entre a Abiarroz e a Apex-Brasil, também reforça a importância das exportações para o Peru e Iraque, além de Cuba, Estados Unidos e Arábia Saudita.

De acordo com Ludwig, a grande expectativa para 2020 é o mercado mexicano, para onde a cadeia brasileira de arroz beneficiado espera incrementar as exportações.

"Neste primeiro trimestre do ano, vamos ter duas ações naquele país: uma missão empresarial prospectiva em fevereiro, em parceria com a embaixada do Brasil no México e a Apex-Brasil, na Cidade do México; e a participação na Expo Andad México, em Guadalajara, no dia 31 de março, na qual teremos 10 indústrias brasileiras

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