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Corretora global estima alta de até 15% na receita do agronegócio no Brasil em 2020

08/10/2019

 

A corretora e consultoria INTL FCStone, que viu o número de clientes crescer mais de 25 vezes em menos de dez anos no Brasil, na esteira da pujança do agronegócio brasileiro, projeta ampliar receitas no país em até 15% no ano fiscal 2020, com produtos que incluem um fundo para a agricultura local que deve ser lançado em novembro. Em entrevista à agência de notícias, o presidente-executivo da companhia no Brasil, Fabio Solferini, afirmou ainda que o país definitivamente vai se consolidar na liderança da produção global de soja em 2019/20, após figurar como maior exportador da oleaginosa nos últimos anos.

 

“Agora não tem mais volta. O Brasil será o número um na produção de soja”, afirmou Solferini, um ex-executivo do setor bancário que mal conhecia uma lavoura antes de assumir a FCStone em 2010, mas que com sua experiência no mercado financeiro ajudou a unidade brasileira a abocanhar 20% do resultado líquido global da empresa, com a oferta de diversos serviços a produtores ávidos para profissionalizar seus negócios.

 

Para o novo ano fiscal 2020, a unidade no Brasil pode elevar receitas entre 10% e 15%, com impulso de serviços na área de soja, milho e do banco de câmbio, principalmente, estimou o CEO. Na safra atual, o país voltará a ampliar sua área plantada de soja, com a produção estimada pela consultoria em recorde de 121,4 milhões de toneladas, enquanto a produção dos Estados Unidos, que disputam a liderança com os brasileiros, quebrou por enchentes históricas. Independentemente disso, o CEO da FCStone lembra que o país será o grande responsável por atender as demandas adicionais por alimentos no mundo, o que vai atrair mais investimentos não apenas para o campo, mas também em logística e infraestrutura.

 

Segundo o executivo, apesar de recentes notícias sobre queimadas em florestas, o Brasil tem uma posição única para ampliar a agricultura de forma sustentável, pela disponibilidade de terras de pastagens, que convertidas em lavouras permitirão ao país ampliar os cultivos para atender a crescente demanda global por alimentos sem a necessidade de desmatar novas áreas. Para participar desse crescimento, a FCStone está indo além de serviços de consultoria e corretagem agrícola no Brasil, o segundo país em importância para o grupo com sede nos EUA, cujo faturamento somou 819 milhões de dólares no acumulado do ano até o terceiro trimestre —a companhia ainda não divulgou os resultados do seu ano fiscal, encerrado em setembro.

 

FUNDO PARA AGRONEGÓCIO
 

Além de atuar junto a toda a cadeia do agronegócio nas políticas de hedge de produtos agrícolas, estruturando operações ou executando as ordens em bolsas, a companhia tem também uma unidade de finanças corporativas, que auxilia em transações de compra e venda de empresas e participa da emissão de títulos como os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). O próximo passo da FCStone no Brasil será o lançamento, em novembro, de um fundo para financiar produtores, um produto que começará com 50 milhões de reais em recursos da empresa.

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