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Carnes: Reposição mais lenta pressiona preço doméstico do frango

16/08/2019

 

A avicultura apresentou queda dos preços no atacado no decorrer da semana, esse movimento é uma consequência da reposição mais lenta ao longo da cadeia produtiva no decorrer da segunda quinzena do mês. A avaliação é de Safras & Mercado. “Há pouco espaço para reação no restante do mês. No entanto, a demanda destinada à exportação permanece bastante efetiva, com a China desempenhando papel de destaque nas importações de proteína animal brasileira”, destaca o analista da consultoria, Fernando Henrique Iglesias.

 

As exportações de carne de frango “in natura” do Brasil renderam US$ 197,4 milhões em julho (7 dias úteis), com média diária de US$ 28,2 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 118,6 mil toneladas, com média diária de 16,9 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.664,40. Na comparação com julho, houve alta de 7,7% no valor médio diário da exportação, ganho de 9,1% na quantidade média diária exportada e baixa de 1,3% no preço. Na comparação com agosto de 2018, houve alta de 14,6% no valor médio diário, ganho de 5,8% na quantidade média diária e alta de 8,4% no preço médio.

 

No segundo trimestre de 2019, foi abatido 1,43 bilhão de cabeças de frangos, uma queda de 1,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior, e aumento de 3,6% na comparação com o mesmo período de 2018. O peso acumulado das carcaças foi de 3,35 milhões de toneladas no 2 trimestre de 2019. Esse total representou queda de 1,0% em relação ao trimestre imediatamente anterior e acréscimo de 0,4% frente ao mesmo período de 2018.

 

Carne Suína 

 

Os preços da carne suína no atacado e do suíno vivo não encontraram espaço para reajustes. O ritmo de negócios entre atacado e varejo evolui de maneira calma, com um tom de cautela predominando, com redes administrando seus estoques, aguardando sinais de recuperação da demanda para então atuarem de maneira mais efetiva nas compras. A avaliação é de Safras & Mercado. “O apelo ao consumo tende a ser menor, na segunda quinzena, o que levará a necessidade de um alto fluxo de exportação para que ocorra o ajuste da disponibilidade e um ambiente favorável a reajustes”, avaliou o analista de Safras, Allan Maia.

 

A expectativa é positiva para os embarques brasileiros no decorrer do segundo semestre, considerando o grande déficit de oferta no mercado chinês, devido a PSA. As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 35,4 milhões em agosto (7 dias úteis), com média diária de US$ 5,1 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 16,4 mil toneladas, com média diária de 2,3 mil toneladas.

 

O preço médio ficou em US$ 2.159,00. Em relação a julho, houve baixa de 15,2% na receita média diária, perda de 9,9% no volume diário e recuo de 5,8% no preço. Na comparação com agosto de 2018, houve aumento de 18,9% no valor médio diário exportado, recuo de 0,5% na quantidade média diária e ganho de 19,6% no preço.

 

No segundo trimestre de 2019, foram abatidas 11,39 milhões de cabeças de suínos, representando aumentos de 0,7%em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 5,1% na comparação com o mesmo período de 2018. O peso acumulado das carcaças foi de 1,02 milhão toneladas no 2 trimestre de 2019, representando altas de 2,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 4,3% em relação ao mesmo período de 2018.

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