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DF: Marcha das Margaridas faz protesto na Esplanada dos Ministérios

14/08/2019

 

A militância formada por milhares de mulheres do campo, floresta e águas veio para Brasília para demonstrar sua força e capacidade de mobilização. Mulheres que vieram mostrar que não concordam com a retirada de direitos, que tem consciência política e sabem que é preciso defender a democracia, a justiça, a liberdade e lutar por trabalho digno, educação, saúde e desenvolvimento sustentável e solidário. 

 

Elas desde o início da manhã tomaram o Eixo Monumental rumo à Esplanada dos Ministérios. Por todo o percurso caminharam empunhando com orgulho suas bandeiras, com seus chapéus, suas faixas, suas camisetas e, principalmente, com suas ideias e suas paixões. É preciso muita paixão para fazer a maior manifestação de mulheres da América Latina acontecer com tanto sucesso, paz e, ao mesmo tempo, forte militância.

 

Essas mulheres vieram depois de um profundo processo de formação política, no qual o Movimento Sindical dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares debateu o projeto de desenvolvimento que queremos: com inclusão social, soberania, igualdade, oportunidades para todas e todos. E mais do que isso, as questões específicas enfrentadas pelas mulheres rurais, como os diversos tipos de violência, o preconceito, a falta de reconhecimento do trabalho produtivo e doméstico, entre outros. 

 

A secretária de mulheres da Contag e coordenadora da Marcha das Margaridas, Mazé Morais, avalia que todo o esforço realizado para a construção da Marcha valeu a pena. “Foram anos de trabalho e mobilização, e a construção coletiva com a comissão nacional de mulheres e com as 16 entidades parceiras tornou o processo muito rico e muito forte. Esse ato é de todas as mulheres, de cada uma que deixou suas casas e viajou milhares de quilômetros para estar aqui mostrar sua indignação com tudo o que está sendo feito contra os direitos trabalhistas, previdenciários, direitos humanos. As mulheres têm o poder de mudar a realidade e estamos aqui para dizer qual é a realidade que queremos", afirmou Mazé. 

 

A proposta de reforma da previdência que tramita no Congresso também preocupa a trabalhadora do Mato Grosso do Sul Sônia Regina de Souza. Para ela, “é muito injusto que queiram mudar as regras para aqueles que já ganham pouco, enquanto não mudam para aqueles que ganham muito. Também é preciso acabar com a corrupção, quem sabe assim sobre dinheiro para os trabalhadores”, argumenta. 

 

Vinda do Peru, a dirigente Maria Tafur afirma que veio participar da maior manifestação de mulheres da América Latina porque acredita que a luta das mulheres rurais é a mesma em todo o mundo. “Enfrentamos desafios semelhantes e somos companheiras na defesa dos direitos trabalhistas, de luta contra a violência, de busca por igualdade e liberdade”. Já dirigente Adwoa Sakyi, vinda do país africano de Gana, acrescenta que a luta das mulheres rurais é de grande importância para garantir um mundo com mais justiça e oportunidades.

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