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Instituição baiana é reconhecida como celeiro científico e de desenvolvimento do cacau

12/07/2019

 

Quem passa pela BR-415, conhecida como Rodovia Jorge Amado, entre as cidades baianas de Ilhéus e Itabuna, percebe que a região tem mais do que tradição cultural e vocação turística. No trecho rodeado pela Mata Atlântica e por fazendas de cacau, diferentes universidades e institutos de pesquisa também chamam a atenção. O trânsito intenso é apenas um dos sinais do dinamismo da região, que tem atraído pesquisadores e profissionais de diferentes locais do país e do mundo para conhecer o que tem sido desenvolvido na chamada rota do cacau, agora conhecida também como “estrada do conhecimento”.

 

É neste eixo de produção agrícola e científica que está localizada a sede da Superintendência da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira da Bahia (Ceplac). Com um longo histórico de influência e impacto nas áreas de produção de cacau, a unidade é reconhecida como um grande celeiro científico e promotora de desenvolvimento econômico e social.  “A Ceplac não é um órgão só de pesquisa e extensão rural, é um órgão de desenvolvimento regional”, comenta Antônio Zugaib, que integra o Serviço de Planejamento e Projetos Especiais da Superintendência da Ceplac na Bahia. Estradas, pontes, universidades, hospitais, postos de saúde, obras de eletricidade e saneamento estão no rol de ações motivadas pela instituição no interior do estado.

 

Polo científico
 

A experiência na área de transferência de tecnologia e conhecimento motivou os servidores da Ceplac a promoverem a iniciativa de formar uma espécie de “cluster” do cacau e chocolate na região, envolvendo todos os elos da cadeia produtiva. A ideia atraiu várias entidades, incluiu outras vocações agrícolas da região e evoluiu em 2015 para a formação do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul).

Com apoio da Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), de Santa Catarina, estado conhecido como o “Vale do Silício” brasileiro, foram definidas quatro áreas prioritárias de atuação do parque: biotecnologia, logística, eletroeletrônica e os sistemas agroflorestais, dando ênfase ao cacau e chocolate.

 

A partir do diagnóstico e identificação do potencial da região, a Ceplac desenvolveu um plano de ação que define as etapas de implementação do parque e formou o conselho de administração integrado por mais de 10 instituições, entre universidades, institutos e fundações de pesquisa e inovação. O objetivo do parque é permitir que o conhecimento produzido pelos cientistas das entidades cruze as fronteiras dos laboratórios e seja transformado em benefícios concretos para a sociedade. A iniciativa pretende estimular a criação de novos empreendimentos sintonizados com as pesquisas desenvolvidas na região para gerar novas tecnologias e agregar valor aos produtos de origem agroflorestal, entre eles o cacau.

 

Desafios
 

A expectativa é que o parque também sirva para dar visibilidade ao trabalho da Ceplac e contribua para dar continuidade ao trabalho de pesquisa e extensão. “A Ceplac é o braço do Ministério da Agricultura para promover o desenvolvimento sustentável do cacau no Brasil”, destacou Fernando Mendes, pesquisador da Superintendência da Ceplac no Pará. Ao longo de 62 anos, a instituição incentivou o desenvolvimento urbano e econômico não só no sul da Bahia e nos outros estados onde tem unidades, como Pará, Amazonas, Rondônia e Espírito Santo. Com sede em Brasília, a Ceplac enfrenta atualmente o desafio de manter ativa a produção científica e o trabalho de campo devido à defasagem de recursos humanos e financeiros.

 

 

 

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