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China pede que EUA respeitem às regras da OMC para chegar a acordo no G20

24/06/2019

 

O presidente da China, Xi Jinping, vai pedir ao dos Estados Unidos, Donald Trump, respeito mútuo e às regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) quando ambos se reunirem na próxima Cúpula do Grupo dos Vinte (G20) em Osaka (Japão) para tentar resolver a guerra comercial entre os dois países. Assim disse nesta segunda-feira o vice-ministro de Comércio chinês, Wang Shouwen, em entrevista coletiva sobre a posição chinesa no G20, e confirmou que as equipes negociadoras de ambas as potências - que Wang integra pela parte chinesa - estão tendo conversas discretas nos últimos dias, embora não tenha revelado nenhum detalhe sobre as mesmas.

 

Declaração de mesmo teor crítico também foi feita pela diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse nesta segunda-feira durante uma visita oficial à Malásia que a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China não beneficiará ninguém a longo prazo. Lagarde afirmou que as perdas afetarão também os países que a curto ou médio prazo estão encontrando oportunidades comerciais em prol das tensões entre ambas as potências econômicas.

 

Porta para o diálogo

 

Na última semana o presidente da Rússia, Vladimir Putin já havia acusado os Estados Unidos de tentarem conter com medidas restritivas o desenvolvimento de Rússia e China, mas ao mesmo tempo abriu a porta para um diálogo com o governo americano visando melhorar as relações bilaterais. "No que diz respeito às sanções, na minha opinião, trata-se de um grande erro dos EUA. Espero que algum dia (o governo americano) se dê conta disso e o corrija", disse Putin em um programa de televisão anual chamado Linha Direta, no qual responde a perguntas de cidadãos russos.

 

Putin fez um paralelo entre as sanções contra a Rússia por causa da anexação da península ucraniana da Crimeia em 2014 e a guerra comercial entre Washington e Pequim, que incluiu o veto do governo americano à empresa de tecnologia chinesa Huawei."Para que se faz isso? Para conter o desenvolvimento da China, que se transformou em um competidor de outra potência global, os Estados Unidos. E o mesmo acontece em relação à Rússia, e vai continuar", disse.

 

Além disso, Putin descartou que as medidas restritivas ajudem EUA e também União Europeia a conseguir seu objetivo de uma mudança de postura da Rússia. "Se agora de repente nos rendêssemos e deixássemos de lado nossos interesses nacionais, talvez só haveria mudanças superficiais, mas não seriam mudanças radicais", afirmou Putin durante o programa, transmitido ao vivo por várias redes de televisão russas durante pouco mais de quatro horas.

 

Putin explicou que em consequência das restrições e limitações que estas sanções representam, a Rússia deixou de receber ao redor de US$ 50 bilhões de 2014 até a presente data, mas ao mesmo tempo as contramedidas impostas por Moscou fizeram a UE perder US$ 240 bilhões, e os EUA, US$ 17 bilhões. 

 

O presidente russo também criticou Washington por declarações sobre o possível uso da força contra o Irã após o aumento das tensões entre ambos os países por causa do ataque a dois petroleiros no estreito de Ormuz. "Não gostaríamos (que houvesse uma guerra), embora os EUA não descartem o uso da força militar. Isso seria uma catástrofe para toda a região", declarou Putin, advertindo que as consequências de um conflito bélico entre Washington e Teerã são "muito difíceis de calcular".

 

Contudo, Putin reiterou a disposição de dialogar com o presidente dos EUA, Donald Trump, para tentar dirimir as tensas relações entre ambos os países. Trump anunciou uma reunião com o líder russo paralela à Cúpula do Grupo dos Vinte (G20) nesta semana em Osaka (Japão), embora o Kremlin não tenha ainda confirmado o encontro.

 

 

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