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Soja: Parceria lança cultivares de ciclo precoce adaptadas ao Brasil Central

17/05/2019

 

A Embrapa, em parceria com a Fundação Cerrados e a Fundação Bahia, lançou, no dia 15 de maio, durante a Agrobrasília 2019, duas cultivares de soja de alto potencial produtivo e com resistência a nematoides de galha (BRS 7481) e ao nematoide do cisto (BRS 7581RR). As cultivares têm ciclo precoce e são adaptadas a regiões produtoras do Brasil Central. Participaram do lançamento pesquisadores, técnicos e produtores.

 

O secretário de Inovação e Negócios da Embrapa, Sebastião Pedro Neto, representou o presidente da Empresa, Sebastião Barbosa, no evento. Ele salientou o caráter estratégico da parceria com as duas fundações no desenvolvimento das cultivares de soja.

 

“O trabalho de produção da semente básica é o elo entre a pesquisa e o mercado. Nos esforçamos para manter essa parceria, que é estratégica para o Brasil. O que selecionamos aqui no coração do Cerrado serve para todo o Bioma”, afirmou, citando o exemplo da cultivar BRS 8381, selecionada na Embrapa Cerrados (RR) e que atualmente representa 80% da soja plantada no Cerrado de Roraima.

 

A Embrapa tem o maior banco de germoplasma de soja tropical do mundo, e o programa de melhoramento genético da Empresa mantém ensaios de seleção de cultivares em todos os pontos de produção do Bioma Cerrado. “Isso representa andar por praticamente metade do território brasileiro e por 60% da área de produção do País. É uma atividade custosa, que envolve cerca de 500 profissionais da Embrapa. Realizar esse trabalho e disponibilizar as cultivares ao mercado só é possível com as parcerias”, disse o secretário. 

 

Neto, ao falar sobre a cultivar BRS 7481, lembrou que os custos de produção de grãos estão cada vez mais altos, os preços estão estabilizados e a rentabilidade cada vez menor. “Conseguimos trazer um material convencional que permite ao agricultor trabalhar numa linha alternativa (soja livre de transgenia), capturando prêmios, manejando nematoides e não pagando royalties. É um dinheiro que fica aqui”, frisou. 

 

 

Sobre a BRS 7581RR, ele pontuou que o produtor já não paga royalties por um evento de transgenia que ainda funciona (resistência ao herbicida glifosato). “Isso dá ao agricultor alternativas de sustentabilidade, principalmente em termos de custo. E apesar do custo menor, esses materiais têm valor genético”, observou.

 

Neto também comentou o caráter “quase participativo” do programa de melhoramento genético de soja da Embrapa. “Ao fazermos os testes nas fazendas dos produtores parceiros, eles nos ajudam a definir os materiais. Com este lançamento, estamos cumprindo parte da nossa missão, entregando soluções tecnológicas, no caso, cultivares de soja”, finalizou.

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