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Café: Caravana conhece a rota da qualidade dos robustas amazônicos

10/05/2019

 

Cerca de 20 representantes da indústria de café solúvel, torrefação e exportadores estiveram em Rondônia, de 8 a 10 de maio, para conhecer a realidade da cafeicultura do estado e seus potenciais. A visita, denominada Trip to Origin, faz parte do projeto “Unidos pela Qualidade”, coordenado pela Associação Brasileira da Indústria de Café – Abic, e percorre as principais regiões produtoras do País. 

A caravana fez a rota da qualidade dos Robustas Amazônicos, visitando propriedades de pequenos e médios cafeicultores, com ênfase em material genético de alta performance, em produtividade, sustentabilidade e qualidade. 

“Os Robustas Amazônicos são um produto novo, com características únicas e que agregam sustentabilidade, inserção social e origem geográfica”, explica o pesquisador da Embrapa Rondônia, Enrique Alves.. A região era conhecida como fornecedora de matéria prima de baixa qualidade para baratear o custo de produção das indústrias. Hoje, os Robustas são uma opção para agregar mais valor ao café brasileiro.

 

“São novos sabores e aromas que só podem ser encontrados na Amazônia e têm se tornado uma verdadeira vitrine para uma cafeicultura que se torna, a cada dia, mais pujante e sustentável. Definitivamente, estamos vivendo novos tempos para os cafés de Rondônia e do País”, afirma o pesquisador.

Rondônia é o quinto maior produtor de café do País e está entre os três maiores estados produtores da espécie Coffea Canephora. A cafeicultura também é uma das principais atividades agrícolas geradoras de Icms para o estado e é realizada por cerca de 18 mil agricultores familiares.

 

Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, a área cultivada na safra 2019 será em de 74 mil hectares. Embora a área plantada tenha diminuído 66% nos últimos 15 anos, a produtividade cresceu cerca de 255%, devendo alcançar 33 sacas/ha de café beneficiado na safra 2019, com produção estimada de 2,1 milhões de sacas.

 

1ª Indicação Geográfica de café canéfora do mundo


No dia 9 de maio, durante a Trip to Origin, foi realizada a solenidade de criação da Associação dos Cafeicultores da região da Indicação Geográfica dos Robustas Amazônicos - Caferon, marco fundamental para o processo de reconhecimento da Indicação Geográfica (IG) dos Robustas Amazônicos. O presidente empossado, Juan Travain, destacou a importância desse selo de reconhecimento.

 

“A união das famílias para a produção de cafés de qualidade e sustentáveis é fundamental para agregar valor e organizar os produtores. Precisamos enxergar o café como um alimento, levar para a mesa das famílias brasileiras um produto melhor e mais saboroso”, afirmou.

A Caferon é composta por cafeicultores de 15 municípios: Alta Floresta d’Oeste, Cacoal, São Miguel do Guaporé, Nova Brasilândia d’Oeste, Ministro Andreazza, Alto Alegre dos Parecis, Novo Horizonte do Oeste, Seringueiras, Alvorada d’Oeste, Rolim de Moura, Espigão d’Oeste, Santa Luzia d’Oeste, Primavera de Rondônia, São Felipe d’Oeste e Castanheiras. A união destes municípios receberá denomiada como “Matas de Rondônia”.

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