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MS: Superintendência reforça meta de suspender vacinação contra aftosa em 2021

16/04/2019

  

 

O superintendente federal de Agricultura em Mato Grosso do Sul (SFA/MS), Celso Martins, reafirmou nesta terça-feira (16) a meta de suspender a vacinação contra a febre aftosa para os rebanhos bovinos e bubalinos no estado em 2021. A medida segue calendário nacional estipulado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), definida em 2018, para que não somente o estado, mas o país obtenha o reconhecimento da Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE) como área livre da doença sem vacinação.

 

A informação do superintendente foi apresentada na entrevista do “Papo das Seis”, do Bom Dia MS, desta terça-feira (16). “Estamos em plena atuação para que a meta seja cumprida. O que podemos dizer é que o trabalho de prevenção da aftosa em Mato Grosso do Sul tem buscado o parâmetro da suscetibilidade, com isso, temos vacinado sistematicamente. A partir de agora, começamos a fragilizar a vacina e cuidar de outros parâmetros, como a condição de receptibilidade, os riscos da entrada da doença”, explicou.

 

Martins ressaltou que uma das diretrizes do trabalho neste momento é o da melhoria da estrutura dos serviços oficiais e da iniciativa privada, para que se diminua o risco da entrada da doença no estado. Ele lembrou ainda que o último caso de febre aftosa foi registrado no estado em 2006 e, que após essa ocorrência, em razão dos prejuízos econômicos que causou a toda a cadeia, a conscientização do produtor sobre a importância da prevenção aumentou vertiginosamente.

 

“Temos índices de vacinação nas campanhas que chegam a quase 100% sistematicamente. Então, a condição de estratégia de manejo do rebanho e as estruturas de criação e produção em Mato Grosso do Sul já estão preparadas para essa nova fase. O que precisamos é aumentar muito a condição do próprio estado, seja de Mato Grosso do Sul, ou da União, de atuar rapidamente em situações de emergência e estruturar todo o serviço. Isso é a base do que temos de implementar daqui até 2021”, detalhou.

 

Por fim, Martins avaliou que a área de fronteira do estado com a Bolívia e o Paraguai ainda é vulnerável, mas que a realidade sanitária destes dois países é bem melhor em relação a quando ocorreu o último caso em Mato Grosso do Sul.

 

“Temos hoje uma realidade diferente da que tínhamos em 2006. Países como a Bolívia e o Paraguai, que tinham uma condição insatisfatória naquela época, hoje tem uma equivalência com a nossa situação. Os serviços veterinários e o trabalho de prevenção vêm avançando muito nestes países e o que pesquisas e exames sorológicos mostram é que a condição sanitária deles já se equivale a nossa. Então, esse risco [eventual entrada da aftosa no estado por esses países], esse risco é menor, no nosso entendimento atual”.

 

Mato Grosso do Sul tem o quarto maior rebanho bovino do país, com 21,4 milhões de animais e o segundo maior número de abates, com cerca de 3,2 milhões de cabeças ao ano, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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