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Embaixador da China diz que país deve comprar mais carne bovina brasileira

16/04/2019

 

A China pode concordar em permitir mais importações brasileiras de carne após negociações de alto nível marcadas para maio, disse neste início de semana o embaixador chinês no Brasil. Yang Wanming recusou-se a comentar sobre quantas plantas de processamento de carne poderiam ser aprovadas para exportar para a China, mas disse que a questão será discutida quando a ministra da Agricultura do Brasil, Tereza Cristina, viajar para a China em maio.

 

Novas permissões de exportação podem ser anunciadas quando o vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, visitar Pequim no mesmo mês, disse Yang. “Acreditamos que, através da cooperação dos ministérios da Agricultura dos dois países e seus departamentos de inspeção de qualidade, mais produtos agrícolas e animais brasileiros possam ser importados para o mercado chinês”, disse Yang.

 

Até 78 unidades brasileiras de processamento de carne poderiam ser adicionadas à lista de autorizadas a exportar para a China, de acordo com uma pessoa a par do assunto. O potencial aumento das exportações de carne do Brasil para a China vem em momento em que analistas alertam que as negociações entre os Estados Unidos e a China para aliviar as tensões comerciais podem prejudicar a demanda pela soja brasileira.

 

O Brasil é o maior exportador mundial de soja e carne bovina. As compras chinesas dispararam depois que o país asiático impôs tarifas sobre a soja dos EUA em resposta a outras tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump. Independentemente de um acordo ser fechado, Yang disse que a demanda chinesa por soja brasileira permanece estável.“Eu pessoalmente acho que não há necessidade de se preocupar”, disse ele.

 

MAIS INVESTIMENTOS

 

O investimento chinês no Brasil atingiu uma máxima de sete anos em 2017, mas os números do ano passado, que não foram divulgados, devem apresentar queda, impactados por uma eleição imprevisível que viu a vitória do presidente Jair Bolsonaro.

 

O presidente expressou ceticismo na campanha eleitoral sobre o aumento do investimento chinês no Brasil, mas Yang disse que teve uma longa reunião com o novo presidente em março, na qual Bolsonaro disse que se esforçaria para ampliar a cooperação bilateral. O investimento chinês pode voltar a crescer em 2019, disse Yang, embora isso dependa, em parte, do plano de Bolsonaro de reativar o crescimento econômico com reformas previdenciárias e fiscais.

 

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