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Laranja: Expectativa é de crescimento de safra e cresce pressão para o controle de pragas

13/04/2019

 

Com boas floradas impulsionadas pelo clima favorável, a safra de laranja na principal região citrícola do Brasil em 2019 deve superar a anterior, mas pragas como o bicho furão e a mosca da fruta que fizeram estragos em 2018 podem resultar em novos prejuízos neste ano, avaliou o Fundecitrus. 

 

Na colheita do ano passado, referente ao ano comercial 2018/19, os insetos do bicho furão e da mosca da fruta foram responsáveis pela queda de cerca de 16 milhões de caixas de 40,8 kg de laranja, o que representa perdas de aproximadamente 320 milhões de reais, de acordo com levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus).

 

O número é representativo se considerado o tamanho da safra na área citrícola de São Paulo e Minas Gerais, de 285,98 milhões de caixas, que caiu quase 30 por cento ante a temporada anterior, por problemas climáticos e de pragas e doenças, segundo estimativa divulgada nesta semana.As indústrias da região respondem por praticamente toda a exportação de suco de laranja do Brasil, maior produtor e exportador da commodity, cujos embarques recuaram no acumulado da safra 2018/19 mais de 10 por cento, diante da menor oferta da fruta.

 

Uma recuperação na safra e eventualmente nos embarques é esperada para 2019/20, mas o aumento das pragas nos laranjais adiciona incertezas.“Os produtores estão se unindo (para combater as pragas), tem um aprendizado com a doença, mas biologicamente vai demorar mais uma safra para ter um corte (no ataque dos insetos)”, afirmou à Reuters o coordenador da pesquisa do Fundecitrus, Vinícius Trombin.

 

Ele explicou que, uma vez que a primeira e a segunda floradas foram boas para o ciclo deste ano, e a produção está se desenvolvendo, as pragas têm frutos em abundância para continuarem a se desenvolver, o que seria diferente se as flores não tivesses sido tão concentradas. “Só em 2020 talvez reduza a pressão das pragas, mais provável que isso aconteça do que pensar em uma interrupção agora”, disse o pesquisador, acrescentando que o controle dos insetos é difícil.

 

O órgão de pesquisa financiado pelo setor, deve apresentar sua primeira estimativa para a nova temporada em maio, quando só então estimará o impacto de quedas de frutos das árvores devido às pragas sobre o tamanho da produção, segundo Trombin.

 

BICHO E MOSCA

 

A taxa de queda de laranjas em função de ataques do bicho furão e da mosca da fruta, cujas larvas furam e apodrecem o fruto, superou até mesmo as perdas decorrentes do “greening”, doença de difícil controle, considerada o terror dos produtores após dizimar boa parte dos pomares da Flórida.“Superou as perdas do ‘greening’, que não foi mais o grande vilão. E a perda de frutos pelo bicho e pela mosca superou até mesmo o índice de queda natural dos frutos”, afirmou Trombin.

 

Os índices de queda natural e por “greening” foram de 5,16 por cento 2,7 por cento da safra, apresentando uma melhora ante a temporada anterior, quando os índices foram de 7,45 e 4,06 por cento, respectivamente.Já a taxa de perdas pelo bicho furão e mosca da fruta praticamente dobrou ante a temporada passada, para 5,7 por cento —não é possível diferenciar o que se perde pelo bicho e pela mosca, pois a ação do inseto é semelhante.

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