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Câmbio tem valorização e sojicultor mantém força preservada na oferta interna

28/03/2019

 

O Brasil vendeu entre 200 mil e 300 mil toneladas de soja da safra atual e aproximadamente 300 mil da safra nova somente nesta quarta-feira (28) diante da dispara do dólar. A moeda americana registrou seu mais alto patamar em seis meses e fechou com R$ 3,9545.

 

E nesta quinta-feira, o dólar já abriu novamente em alta, superando os R$ 4,00 logo na abertura, segundo agências de notícias. Por volta de 9h20 (Brasília), a divisa subia 0,88% para chegar a R$ 3,989. 

 

Os negócios observados nesta quarta refletiram, imediatamente, em uma queda mais intensa dos futuros da commodity na Bolsa de Chicago - que recuava também em função de outros fatores - diante de uma competitividade ainda maior do Brasil frente aos EUA, como explicou o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting. 

 

Segundo o especialista, as referências para o produto 2018/19 chegaram, nos embarques mais distantes, a superar os R$ 80,00, enquanto chegaram a alcançar até mesmo os R$ 85,00 para safra nova. E com referência parecidas com estas se mantendo, o interesse de venda dos brasileiros continua. Caso contrário, a retração dos negócios volta a aparecer. 

 

"Nesses preços o produtor tem boas margens, boas oportunidades. Mas, se o mercado volta aos R$ 77,00/R$ 78,00 para a safra atual que era observado nas últimas semanas, os vendedores se retiram, e os negócios param de novo", diz Brandalizze. 

 

Todavia, ainda como explica o consultor, tudo está muito atrelado ao câmbio neste momento. Caso a escalada da moeda americana continue ou mantenha-se, ao menos, acima dos R$ 3,90, os preços podem se sustentar. "Ou, se virmos um recuo do dólar, mas uma leve retomada dos preços em Chicago, isso também poderia acontecer", diz.

 

Todo o ruído político que ronda a cena política brasileira, com a reforma da Previdência no centro das discussões entre Congresso Nacional e Governo Federal, pode continuar motivando novas altas.

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