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Carnes: Vendas externas de janeiro tiveram recuo em todas tipificações

21/02/2019

 

Diante dos sucessivos desafios enfrentados externamente e ao fraco resultado registrado em janeiro passado – apenas 274,5 mil toneladas, depois de alcançar, em 2018, média mensal de 334,4 mil toneladas, resultado 21% superior – a ideia que prevalece é a de que apenas a indústria do frango enfrenta problemas de exportação. 

 

Mas, mesmo sendo fraco, o desempenho de um único mês não é suficiente para uma sentença do gênero. Além disso, os fracos resultados de janeiro atingiram, indistintamente, todas as carnes, o que significa que o problema pode não estar neste ou naquele produto, mas, sim, ser decorrência do mês.

 

No tocante ao volume, apenas uma exceção (como em toda regra): só a carne bovina in natura aumentou seus embarques (+3%), mesmo assim em quantidade insuficiente para impedir o resultado negativo da carne bovina (-0,65%). Sob esse aspecto, aliás, o retrocesso da carne de frango foi muitíssimo mais significativo (-15%). A perda não foi muito maior que a da carne suína (quase 11% a menos) e ficou significativamente aquém da queda registrada pela carne de peru (-42%)

 

Já no tocante à receita cambial, as quatro carnes, sem exceção, sofreram expressiva redução. Mas, descontados os 33% de queda da carne de peru, os índices de baixa apresentados pelas outras três carnes foram muito similares entre si: de 13% para a carne de frango; de, praticamente, 12% para a carne bovina; e de cerca de 18% para a carne suína.

 

A registrar ainda que, novamente, a carne bovina gerou a maior parte da receita cambial obtida pelo setor. Mais exatamente, 44,38% do total apontado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Mas a participação da carne de frango não foi muito diferente, pois correspondeu a 43,24% do total. Ou seja: a diferença entre as duas carnes foi de apenas 1,14 ponto percentual.

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