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MS: Estimativa para 2019 aponta que produção de soja ultrapasse 10 milhões de t

13/12/2018

 

A produção de soja em Mato Grosso do Sul deve ultrapassar 10 milhões de toneladas em 2019. É o que prevê a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), que divulgou dados da produção agropecuária nesta quarta-feira (12). Volume considerado inédito no estado, o número é comemorado pelo setor.

 

Presidente da Federação, Maurício Saito acredita que o aumento é provocado, entre outras razões, pela ampliação da tecnologia no campo. “O que levou a isso é a capacidade de empreendimento por parte do produtor rural, aliado a tecnologia. Nós temos hoje à disposição inúmeras tecnologias de produção que são sustentáveis, na qual o produtor rural, com a sua capacidade empreendedora tem adotado e a consequência disso é chegar ao ano de 2019 com número superior a 10 milhões de toneladas”, comentou.

 

“Lembrando que desde a fundação do nosso estado, em 1977, nós partimos de menos de 500 mil toneladas para 10 milhões de toneladas e nenhuma área desmatada, todas áreas antropizadas, que saíram de uma atividade agropecuária e entraram na atividade agrícola, soja, demonstrando claramente a preocupação do produtor, além de manutenção ambiental, também de adoção de tecnologia que garantam essa sustentabilidade”, enfatizou.

 

Produção de soja - Mato Grosso do Sul é, hoje, o 5º maior produtor de soja e o 5º maior estado exportador. O produto corresponde a 43% do que é exportado pelo estado. Em relação a 2017, a produção cresceu 11,95%. Em 2017 foram produzidos 8.575,80 milhões de toneladas. Em 2018 esse número salta para 9.600,50.

 

O VBP (Valor Bruto de Produção) do grão aumentou 37,74% em 2018 e movimentou R$ 11,63 bilhões de reais em 2018. Em 2017 foram 8,44 bilhões. Além disso, também houve aumento de 4,93% da área plantada. Foram 2,84 milhões de hectares cultivados na safra de 2018/2019. A produção diária do grão alcança as 26,mil toneladas.

 

Saito acredita que o aumento da área plantada de soja se deva à diminuição de outras culturas, como a cana-de-açúcar e bovinocultura. “A agricultura é muito dinâmica, nós temos hoje uma condição de mercado no setor sucro energético desfavorável, o que faz com que alguns produtores saiam dessa atividade e entrem na atividade de soja, mas muito mais do que a transferência de atividade, acreditamos que seja sim a saída de uma área de pecuária, em diferentes níveis de degradação, quando a gente fala em degradação, não é uma degradação total, são diferentes níveis”, comentou.

 

“A gente acredita que seja muito mais por uma saída da área pecuária para entrada de produção de grãos. Além dessa saída, a consorciação de atividades. A participação da agricultura consorciada com a pecuária, consorciada com a floresta”, finalizou.

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