Please reload

Produção nacional de algodão deve prosseguir em alta no ciclo 2018/2019

04/12/2018

 

Em uma coletiva de imprensa em São Paulo ontem (03), com participação da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit), a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) expôs o desempenho do setor em 2018 e da entidade no biênio finalizado.

 

Na ocasião, o atual presidente da associação, Arlindo de Azevedo Moura  apresentou seu sucessor no comando da entidade, o produtor Milton Garbugio, cotonicultor do Mato Grosso, que assume a gestão com a nova diretoria a partir de 1º de janeiro próximo.

Segundo Moura, a época do seu mandato na presidência da entidade coincidiu como uma fase muito favorável para a cotonicultura do Brasil, exceto pelas indefinições na conjuntura político-econômica.

 

"O clima ajudou às lavouras; os preços remuneraram bem o produtor, que, animado, plantou mais. No meu discurso de posse, em 2016, arrisquei uma projeção. Disse que o Brasil poderia dobrar a produção de pluma em cinco anos. Errei. Isso aconteceu ao longo das últimas três safras. Parte disso, graças à retomada na ocupação de áreas que haviam retraído em safras anteriores, principalmente em virtude de problemas climáticos", afirmou.

A área plantada com o algodão saiu de 949 mil hectares, em 2016; passou para 1,175 mil hectares, em 2017, chegando a 1,426, em 2018, um crescimento de 50,2%, de 2016 a 2018. De acordo com Arlindo Moura, a valorização dos preços é fruto do crescimento do consumo mundial, reforçado, em especial, pela redução gradativa dos estoques na China.

 

"Essa conjunção de produtividade boa com preços atrativos é que puxa o aumento de área a cada ano. Esse crescimento de 18%, 20%, 25% ao ano não é de graça. É um sinal de que a cultura está deixando rentabilidade ao produtor. A retomada de área foi na Bahia, Goiás e Mato Grosso do Sul. No Mato Grosso, foi crescimento sim", afimou.

Para Moura, os gargalos na comercialização de algodão já não são mais de mercado. Tudo o que a gente planta tem quem queira. "Nosso grande problema são contêineres, portos, caminhões e infraestrutura em geral. Tudo isso, agravado pelo tabelamento do frete, resultado da greve dos caminhoneiros. O algodão ia para o porto e voltava com fertilizante. O frete de retorno gerava um custo bem inferior. Hoje a tabela é cheia para a ida e a volta, e já tem um preço acima do de mercado. Há um movimento grande, principalmente das tradings, de comprar frota para tentar reduzir o problema, o que não é a atividade core delas", disse. Para a próxima safra, Moura afirma que mais de 60% já foram comercializados.

 

Please reload

Agroatividade 2016 - Agronegócio Ativo