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Pesquisadores lançam primeira cultivar de arroz vermelho desenvolvida no Brasil

27/11/2018

 

A Embrapa acaba de disponibilizar ao mercado a cultivar de arroz vermelho BRS 901, a primeira obtida a partir de cruzamento artificial no País. A nova variedade é indicada para cultivo nos estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. Trata-se de uma opção para atender a nichos de mercado, podendo compor pratos típicos da Região Nordeste e receitas da alta gastronomia.

A produção de arroz vermelho no Brasil concentra-se nos estados da Paraíba, maior produtor, e Rio Grande do Norte, mas ele é encontrado como cultura de subsistência no Ceará, Pernambuco, Minas Gerais e Espírito Santo, onde ainda é cultivado utilizando-se técnicas tradicionais. A produção desse arroz no País, em anos de safras normais (sem escassez de chuvas), é de cerca de dez mil toneladas, um terço do que era produzido há 50 anos.

O arroz vermelho tem também despertado o interesse de produtores do Sul e Sudeste, que utilizam alto padrão tecnológico em suas lavouras, e também de uma parcela de consumidores dos centros urbanos que buscam novas opções gastronômicas.

As cultivares utilizadas nas lavouras de hoje foram selecionadas ao longo do tempo pelos próprios produtores e apresentam porte alto, folhas longas e são decumbentes (inclinadas). As plantas também mostram baixo potencial produtivo, alta suscetibilidade ao acamamento e baixo rendimento de grãos inteiros.

 

Características da cultivar


A variedade BRS 901 é indicada para cultivo nos sistemas convencional e orgânico, nas condições de várzea nordestina. Em relação à umidade, ela requer um solo encharcado e com lâmina d’água de cerca de 5 cm a 20 cm de altura, dependendo da fase de desenvolvimento das plantas.

Nas condições do Nordeste brasileiro, onde foi testada, o ciclo da cultivar é, em média, de 124 dias contados a partir da semeadura. Ou seja, de 15 a 21 dias mais tardio do que o das cultivares Vermelho Tradicional e Cáqui Vermelho, respectivamente, utilizadas como testemunhas. A BRS 901 também se destaca pela menor altura de planta em relação às duas testemunhas utilizadas nos experimentos.

Sobre o acamamento, Almeida esclarece que, embora apresente maior resistência à queda do caule, se for cultivada em solos com altos teores de matéria orgânica e que venham a receber elevadas doses de adubo nitrogenado, o acamamento poderá ocorrer. O problema também poderá aparecer se no plantio for utilizada densidade excessiva de sementes. Contudo, o pesquisador afirma que o novo material se sobressai diante dos demais nessa característica agronômica.

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