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Indústria de carne suína global é abatida por guerra comercial

26/10/2018

 

Ken Maschhoff, chairman de uma das maiores produtoras de carne suína dos Estados Unidos, tem visto o lucro cair conforme crescem as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China. 

 

A empresa dele, The Maschhoffs, interrompeu projetos nos EUA avaliados em até 30 milhões de dólares e pode mudar algumas operações para o exterior.Investir em projetos nos EUA agora seria “absurdo”, já que a China e outros países retaliam contra os produtos agrícolas norte-americanos, disse Manschhoff da sede da sua empresa em Calyle, Illinois.

 

Do outro lado do globo, o criador de porcos chinês Xie Yingqiang mandou a maior parte de seu rebanho de mil cabeças para o abate em maio, para limitar as perdas depois que as tarifas chinesas sobre a soja norte-americana aumentaram os preços da ração e deixaram-no impossibilitado de cobrir os custos.“Realmente não fazia sentido continuar a criá-los”, disse Xie, da província de Jiangsu.

 

Os efeitos colaterais da guerra comercial sino-norte-americana estão atingindo a indústria suinocultora dos dois países —e os estilhaços têm prejudicado outros grandes exportadores de carne suína, como o Brasil, o Canadá e produtores europeus.

 

Contrastando com muitos setores em que a guerra comercial dividiu entre ganhadores e perdedores, os produtores e processadores de carne suína pelo mundo estão quase que universalmente tendo seus lucros diminuídos e perdendo empregos, devido a uma combinação de alta dos preços da ração e queda nos preços do porco.

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