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Processadores de soja podem ter margem negativa no 4º trimestre

21/09/2018

 

As indústrias brasileiras processadoras de soja podem ter margens negativas no último trimestre de 2018, considerando a alta dos preços da matéria-prima e os valores previstos para os derivados (farelo e o óleo), avaliou nesta sexta-feira o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

 

Segundo o centro da Esalq/USP, a avaliação considera os preços FOB de soja, do farelo e do óleo negociados nesta semana com vencimento em outubro, novembro e dezembro. “Esse cenário se deve às significativas altas nos preços do grão e à consecutiva dificuldade de indústrias em repassar essa elevação aos derivados”, afirmou o Cepea.

 

Muitas fábricas têm a matéria-prima estocada, adquirida anteriormente a preços menores, o que evitaria perdas. Com o dólar próximo de máximas históricas frente ao real, o que compensa uma queda nos preços internacionais da soja em Chicago, que estão perto de mínimas de dez anos, a cotação da oleaginosa no Brasil está nos maiores níveis desde meados de 2016, contando com uma forte demanda da China, que tem evitado o produto norte-americano devido a uma tarifa de 25 por cento.

 

Neste momento de entressafra no Brasil, em que produtores estão iniciando o plantio da temporada 2018/19, o preço referencial de Paranaguá está em 96,17 reais por saca, segundo o indicador Esalq/BM&FBovespa, após ter atingido máxima em mais de dois anos na sexta-feira da semana passada, a 96,95 reais. Em junho de 2016, o produto foi cotado acima de 97 reais a saca.

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