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SP: Aplicação de sistemas integrados tem aprovação de 90% dos pecuaristas

11/09/2018

 

 

 

 

Mais de 90% dos pecuaristas que adotam a integração lavoura-pecuária (ILP) ou pecuária-floresta (IPF) no estado de São Paulo pretendem continuar utilizando esses sistemas que diversificam a produção ao gerar grãos e carne ou madeira e carne, por exemplo, em um mesmo espaço. Esse dado foi revelado em pesquisa que investigou fatores que levam propriedades paulistas a adotar ou não sistemas integrados de produção.

Os que adotam a integração lavoura-pecuária (ILP) têm maior tempo de experiência com agricultura, participam de eventos agropecuários e de cooperativas agrícolas e recebem mais visitas da assistência técnica. Também possuem propriedades e rebanhos maiores, com estrutura robusta de máquinas agrícolas, e utilizam o crédito rural.

Já os produtores que adotam integração pecuária-floresta (IPF) caracterizam-se por propriedades e rebanhos menores, produção diversificada e menor dependência da renda agropecuária: 88% têm outra fonte de receita. Nesse grupo, o acesso ao crédito rural é menor.

O estudo foi realizado pela Embrapa Pecuária Sudeste (SP), durante a safra 2016/2017. Foram entrevistados 175 produtores rurais de várias regiões do estado de São Paulo. Pouco mais da metade dos pecuaristas ouvidos, 52%, faz integração: 38% adotam lavoura-pecuária (ILP) e 14% pecuária-floresta (IPF).

O objetivo da pesquisa foi saber o que leva um produtor rural a adotar ou não a integração. “Compreender o comportamento frente a essa inovação é relevante para se pensar em políticas públicas e em ações de transferência de tecnologias”, acredita a pesquisadora da Embrapa Marcela Vinholis, que coordenou o estudo.

O levantamento obteve informações variadas, que envolvem perfil, tipos de sistemas adotados, influência para adoção, acesso a crédito rural, intensidade da adoção, acesso à informação técnica, características da propriedade rural, etc. A pesquisadora explica que são muitas as variáveis que interferem nessa decisão de diversificar e explorar novas oportunidades.

A metodologia considerou adotantes os que integram pelo menos duas modalidades de atividades agrícolas, pecuárias e florestais, realizadas na mesma área, em cultivo consorciado, em sucessão ou rotação, de forma planejada, sistematizada e continuada, com a finalidade de comercializar os produtos.

 

 

 

Crédito rural 

 


Constatou-se também que o acesso ao crédito contribui para a inserção de melhorias no campo. “Novas tecnologias agrícolas podem demandar alto investimento inicial. Nesse caso, a disponibilidade de recursos financeiros é um importante determinante da decisão de adoção”, explica o economista Marcelo José Carrer, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP). Dos adotantes de ILP, 86% tiveram acesso ao crédito. Entre os não adotantes a porcentagem cai para 65%.

 

 

 

 

Mais de 90% dos pecuaristas que adotam a integração lavoura-pecuária (ILP) ou pecuária-floresta (IPF) no estado de São Paulo pretendem continuar utilizando esses sistemas que diversificam a produção ao gerar grãos e carne ou madeira e carne, por exemplo, em um mesmo espaço. Esse dado foi revelado em pesquisa que investigou fatores que levam propriedades paulistas a adotar ou não sistemas integrados de produção.

Os que adotam a integração lavoura-pecuária (ILP) têm maior tempo de experiência com agricultura, participam de eventos agropecuários e de cooperativas agrícolas e recebem mais visitas da assistência técnica. Também possuem propriedades e rebanhos maiores, com estrutura robusta de máquinas agrícolas, e utilizam o crédito rural.

Já os produtores que adotam integração pecuária-floresta (IPF) caracterizam-se por propriedades e rebanhos menores, produção diversificada e menor dependência da renda agropecuária: 88% têm outra fonte de receita. Nesse grupo, o acesso ao crédito rural é menor.

O estudo foi realizado pela Embrapa Pecuária Sudeste (SP), durante a safra 2016/2017. Foram entrevistados 175 produtores rurais de várias regiões do estado de São Paulo. Pouco mais da metade dos pecuaristas ouvidos, 52%, faz integração: 38% adotam lavoura-pecuária (ILP) e 14% pecuária-floresta (IPF).

O objetivo da pesquisa foi saber o que leva um produtor rural a adotar ou não a integração. “Compreender o comportamento frente a essa inovação é relevante para se pensar em políticas públicas e em ações de transferência de tecnologias”, acredita a pesquisadora da Embrapa Marcela Vinholis, que coordenou o estudo.

O levantamento obteve informações variadas, que envolvem perfil, tipos de sistemas adotados, influência para adoção, acesso a crédito rural, intensidade da adoção, acesso à informação técnica, características da propriedade rural, etc. A pesquisadora explica que são muitas as variáveis que interferem nessa decisão de diversificar e explorar novas oportunidades.

 

 

 

 

 

 

 

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