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Suínos: Embarques recuam 14% entre janeiro e julho

24/08/2018

 

O volume de carne suína exportada de janeiro a julho deste ano foi de 346,5 mil toneladas, queda de 14% em relação ao mesmo período de 2017. A redução de receita no mesmo período foi de 28%, atingindo US$ 686,5 milhões.

 

Os dados foram divulgados hoje (23) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa 144 empresas, na capital paulista. O embargo russo à carne suína, país que responde por 38% do volume exportado pelo Brasil, influencia o resultado negativo. O argumento usado foi a presença de substâncias como estimulantes. O bloqueio prejudica o setor desde o final do ano passado.

 

A projeção para suínos é de aumento de 1% no acumulado até o final do ano, equivalente a 3,8 milhões toneladas. As exportações, entretanto, devem sofrer queda de 10% a 12%, próximo de 620 mil toneladas. Tabelamento do frete A entidade é contrária ao tabelamento do frete, pois implicará em aumento do custo logístico em 35%, na média.

 

Algumas modalidades, como transporte de ração, sofrerão maiores impactos, chegando a aumento de 80%. Para o consumidor interno, a alta estimada é de 15%. A previsão de elevação nos custos de produção inclui os insumos. Algumas alternativas encontradas pelas empresas, de acordo com a entidade, foram a compra de caminhões para uso dos produtores rurais e a compra de milho de países como México, Paraguai e América Central.

 

"O tabelamento do frete veio para matar. Num regime de liberdade [de concorrência], poderia haver entendimento maior", defendeu o presidente da associação, Francisco Turra.

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