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Vinho: Pesquisadores criam sistema de reaproveitamento de resíduos de baixo custo

25/06/2018

 

 

Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do setor de Agroindústria e Alimentos do estado do Rio de Janeiro, conseguiram desenvolver uma série de produtos a partir de resíduos da produção de vinhos, espumantes e sucos de uva. Os insumos possuem alto valor agregado para os ramos alimentício, farmacêutico, de cosmética e de mobiliário, ingredientes funcionais, corantes naturais e nanocristais de celulose. 

 

De acordo com a Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ), esse processo de reaproveitamento das sobras da indústria do vinho pode ser implantado com equipamentos simples e de baixo custo. Lourdes Cabral, pesquisadora da Empresa, explica como surgiu a ideia de reaproveitar o que antes era descartado.

 

“A ideia inicial era a recuperação de compostos fenólicos, que são substâncias com comprovado poder antioxidante e estão presentes em grande quantidade nas cascas e sementes da uva, mesmo após o processo de fermentação ocorrido durante a produção de vinho tinto. As antocianinas são a principal classe de fenólicos presentes nas uvas tintas, sendo responsáveis por sua coloração roxa típica”, diz.

 

O bagaço é o principal tipo de resíduo, representando entre 20% e 30% do peso de toda uva processada. Segundo Renata Tonon, pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos e líder de um projeto que busca o aproveitamento dos resíduos das indústrias vinícolas do Vale do Rio São Francisco, o bagaço da uva ainda é tratado como um produto de baixo ganho econômico, usado como ração animal ou incinerado.

 

"O nosso maior desafio é convencer o empresário a utilizar os resíduos da indústria vinícola para um fim mais nobre, ou seja, aproveitar seus valiosos compostos bioativos para obter produtos de maior valor agregado. Algumas indústrias de ingredientes já comercializam corantes à base de antocianinas, obtidos a partir de matérias-primas vegetais”, finaliza.

 

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