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JBS diz que colaborou com autoridades após ser alvo de nova operação no MT

18/06/2018

 

Após a unidade de Barra do Garças (MT) da JBS ser alvo de uma nova operação da Polícia Federal (PF), em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) de Mato Grosso, a J&F, dona da JBS, afirmou que já havia entregue documentos sobre a questão no âmbito de sua delação premiada e do seu acordo de leniência, em maio de 2017.

 

A operação, chamada de "Porteira Aberta", foi deflagrada na última sexta-feira com o objetivo de desarticular um esquema de corrupção ativa e passiva para emissão de certificados sanitários sem a devida fiscalização no abate de animais na JBS. Foi cumprido um mandado de busca e apreensão na planta da JBS em Barra do Garças por policias federais.

 

Segundo o MPF, o inquérito policial, que resultou na operação, teve início em 2015 quando foram realizadas denúncias de um esquema de propina envolvendo servidores do órgão de fiscalização sanitária federal e funcionários da empresa JBS, nos municípios de Vila Rica, Confresa e Barra do Garças. Nas denúncias foram apresentados cópias de e-mails que apontavam o esquema. De acordo com o órgão, a quantidade de gado abatido sem a devida fiscalização é "inestimável", tendo em vista "o longo período de ocorrência da ilicitude".

 

No entanto, estima-se que unidades de Vila Rica e Confresa, 100% do gado pode ter sido abatido sem fiscalização adequada. A J&F ainda afirmou que os seus executivos seguem colaborando com as autoridades que investigam o assunto.

 

Entretanto, entende, que "deveria haver uma coordenação entre os órgãos de investigação visto que todas as informações têm sido entregues às autoridades, não justificando, portanto, uma busca e apreensão no Mato Grosso". A empresa ainda alega que nenhum produto ou marca da JBS foi citado ou colocado sob suspeita pelas autoridades

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