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GO: Colheita de soja está em 5% estima Aprosoja

05/02/2018

 

Colheitadeiras trabalham em lavouras de soja no Sudoeste goiano desde os últimos dias de janeiro – algumas já estavam no campo, inclusive, por volta do dia 15. Mas até o momento apenas cerca de 5% da área plantada no Estado foi alcançada, estima a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja-GO). Devido ao atraso das chuvas em outubro e à concentração do plantio no mês de novembro, o pico da colheita estadual é esperado para a segunda quinzena de fevereiro.

 

Mesmo quem já colheu parte de sua produção pode ter que fazer uma pausa antes de finalizar os trabalhos. É o caso do produtor Luiz Renato Zapparoli, de Chapadão do Céu, na divisa com o Mato Grosso. Em sua propriedade, a colheita das primeiras lavouras, que deram lugar à cultura do algodão, já terminou. "Inicialmente o atraso de chuvas não foi tão significativo para nós. Tivemos a sorte de acertar o plantio no começo de outubro e algumas mangas (chuvas de curta duração) atingiram as plantações", conta, ressaltando que a produtividade desses talhões "surpreendeu positivamente".

 

"Fora essa área, atrasei muito o plantio e só devo ter nova colheita por volta do dia 15 de fevereiro. A questão da sanidade foi tranquila, e a soja está boa, bonita", afirma Zapparoli. De forma geral, as lavouras em Goiás estão na fase de enchimento de grãos, caminhando para o final do ciclo produtivo. Conforme o consultor técnico da Aprosoja-GO, Cristiano Palavro, os relatos dos produtores são de que doenças e pragas estão em níveis dentro da normalidade nesta safra.

 

Segundo o consultor, no mês passado, o veranico que chegou a 15 dias em algumas áreas e as temperaturas bastante elevadas geraram perdas pontuais nas regiões Sul e Centro-Leste (Estrada de Ferro) do Estado. A preocupação maior foi nos solos arenosos e com presença de cascalho, que têm mais dificuldade em reter água.

 

"Um ponto que agravou a questão do veranico nessas localidades é que se plantou em condições de alta umidade. Então o desenvolvimento radicular ficou muito superficial, e alguns produtores constataram que essas áreas, mesmo tendo um veranico normal para o período, sofreram um pouco mais", explica Palavro.

 

Maior área de soja

 

Nesta safra 2017/18, a extensão plantada com soja em Goiás apresentou incremento de 3,4% em relação ao ciclo anterior, para 3,390 milhões de hectares. Além de trechos de abertura de área no Centro-Norte do Estado, a Aprosoja-GO avalia que muito desse crescimento veio da região Sudeste, onde se encontrava a maioria das plantações de milho primeira safra. "Tivemos uma redução até significativa, de mais de 50 mil hectares na área de milho verão, que cederam espaço quase totalmente para a soja", informa o consultor técnico.

 

Essa maior área de soja deve proporcionar uma produção total muito próxima ou mesmo superior ao volume da temporada 2016/17, que fechou em 10,819 milhões de toneladas. Por enquanto, a Aprosoja-GO acompanha as estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de que a colheita atual deve ser de 10,780 milhões de toneladas. A comercialização segue atrasada na comparação com o ano anterior, sendo que cerca de 35% da produção foi vendida antecipadamente, calcula a associação dos produtores.

 

Safrinha de milho

 

Os últimos meses apresentaram médias positivas de pluviosidade – em alguns casos, até acima da normalidade –, o que está garantindo o bom desenvolvimento das lavouras de soja em Goiás. A preocupação agora é em relação às previsões meteorológicas para o fim deste mês e começo de março, quando deve ser implantada a maior parte da safrinha de milho.

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