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Estudo destaca casos de abortamento de vagens e enchimento deficiente de grãos em soja

25/01/2018

 

Os pesquisadores da Embrapa Soja elaboraram uma nota técnica sobre relatos de casos de abortamento de vagens de soja, de plantas com poucas ou nenhuma vagem, e com enchimento de grãos abaixo do esperado.

 

O problema é localizado principalmente no Paraná, apesar de haver relatos em outras regiões brasileiras, nesta safra de 2017/2018. Segundo os pesquisadores, o problema ocorre pontualmente em lavouras específicas e o desenvolvimento da soja está normal na imensa maioria das lavouras.

 

Por isso, estima-se que não haverá redução significativa da produção de soja por abortamento e queda de vagens. O abortamento anormal de vagens ou o deficiente enchimento dos grãos está acontecendo pontualmente em algumas regiões, principalmente no Oeste e no Norte do Paraná e no Médio Paranapanema em São Paulo.

 

No entanto, os casos são pontuais e de distribuição aleatória, com baixa representatividade perante o total de lavouras comerciais desses Estados. Consultas feitas à EMATER-PR, Departamento de Economia Rural/Secretaria de Agricultura do Paraná e cooperativas dão conta de que o problema se restringe a algumas lavouras, em suas regiões de atuação. É importante ressaltar que nas mesmas regiões a maioria das áreas estão com desenvolvimento normal, o que sugere que o problema ocorreu quando houve a coincidência de vários fatores, sendo que o excesso de umidade no solo e no ar e a baixa luminosidade são fatores que podem ter potencializado o fenômeno.

 

Fatores como a maior ou menor sensibilidade de algumas cultivares, época de plantio, práticas equivocadas de manejo do solo e da cultura na área ou talhão, podem também estar interagindo para a ocorrência do problema. Esses problemas tem sido erroneamente associados a fatores isolados, sendo um deles a ocorrência de antracnose, doença causada por Colletotrichum truncatum, e que pode atacar folhas (nervuras), hastes, pecíolos e vagens.

 

A infecção e o desenvolvimento da doença são favorecidos por altas umidade e temperatura, o que torna essa doença comum nos Cerrados. Apesar do fungo ser de ocorrência comum, na maioria dos casos (fora dos Cerrados), é mais um oportunista, ou seja, cresce em tecidos da planta mortos por outras causas. E, mesmo nos Cerrados, onde a doença é comum e grave, não provoca queda de vagens verdes, como vem ocorrendo nessa safra.

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