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Agricultura pede cota sem tarifa para importação de trigo de fora do Mercosul

25/10/2017

 

O Ministério da Agricultura encaminhou pedido a um órgão técnico do governo brasileiro para avaliação da possibilidade de isenção de tarifa para importação de trigo de fora do Mercosul, em meio a uma acentuada quebra de safra no país em 2017. O pedido inclui isenção de tarifa para 750 mil toneladas de trigo produzido fora do Mercosul --importações dentro do bloco não pagam a taxa de 10 por cento--, segundo nota técnica enviada pelo ministério ao Comitê Executivo de Gestão (Gecex), que vai avaliar o caso.

 

Uma cota de importação sem tarifa para moinhos do Brasil, um dos maiores importadores globais de trigo, pode adicionar demanda pelo produto produzido no Hemisfério Norte, especialmente os Estados Unidos e Canadá, que normalmente complementam as importações brasileiras, dominadas pelo produto do Mercosul. Mas uma decisão pela isenção de tarifa também poderia agradar a Rússia, um dos maiores exportadores globais de trigo, que sempre afirma que gostaria de iniciar vendas aos brasileiros.

 

O ministro da Agricultura do Brasil, Blairo Maggi, encontrou-se com seu colega russo em Moscou no início de outubro. “A cota é aberta a qualquer participante e não é direcionada a nenhum mercado específico. O assunto vai ser discutido por grupo técnico e depois na próxima reunião da Camex”, disse o Ministério da Agricultura em nota. O ministério não informou imediatamente a data das reuniões. Segundo informação no site da Câmara de Comércio Exterior (Camex) a próxima reunião do Gecex está prevista para 8 de novembro.

 

A solicitação foi feita após o Brasil registrar uma quebra de safra do cereal em razão de adversidades climáticas e redução na área plantada de quase 10 por cento na comparação com 2016.A produção brasileira em 2017 foi estimada em 4,88 milhões de toneladas pelo governo brasileiro, redução de 27,4 por cento na comparação com 2016, quando o país obteve um recorde de 6,7 milhões de toneladas, o que desestimulou o plantio neste ano em meio a preços mais baixos.

 

O Brasil consome mais de 11 milhões de toneladas ao ano e deve importar 7 milhões de toneladas em 2017, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).Importantes produtores como o Paraná e o Rio Grande do Sul sofreram este ano com problemas de seca, geadas e até chuvas em excesso no momento da colheita, após terem reduzido o plantio ante 2016.

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