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Produtores de fumo se reúnem nesta quarta para avaliar situação do setor

 

Se o Supremo Tribunal Federal (STF) julgar procedente a resolução que proíbe o uso de aditivos na fabricação de cigarros, a fumicultura brasileira terá forte impacto negativo, o que favorecerá ainda mais o mercado ilegal do produto, alerta o presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, Romeu Schneider.

 

Ele adiantou que levará o assunto à discussão da câmara nesta quarta-feira (16), no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), quando também será feito relato sobre os preparativos do Brasil para sediar o congresso do Coresta Agro-Phyto 2017, em outubro, em Santa Cruz do Sul (RS).

 

De acordo com Romeu Schneider, também secretário da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), os aditivos são utilizados para diferenciar os aromas e sabores de algumas das diferentes marcas de cigarros. Em 2012, a Anvisa editou resolução proibindo o uso dessas substâncias.  O julgamento do caso no Supremo está previsto para esta quinta-feira (17).

 

O mercado ilegal de cigarros é outro tema que será debatido na reunião, das 9h às 13h. Segundo Romeu Schneider, o comércio irregular do produto causa enormes prejuízos ao governo, que deixa de arrecadar cerca de R$ 4 bilhões por ano em impostos, e à cadeia produtiva, que tem queda de 35% em sua atividade.

 

Safra 2016/2017

 

Outro assunto que será analisado é a safra de fumo 2016/2017. A estimativa de produção é de 727 mil toneladas, ante 525 mil t da temporada 2015/2016, que sofreu perdas provocadas por problemas climáticos. Cerca de 88% da safra é exportada. O cultivo de tabaco se concentra quase que exclusivamente no Sul do país. O Rio Grande do Sul é o maior produtor. Santa Catarina é o segundo polo da cultura e o Paraná, o terceiro. 

 

Hoje, a cadeia do tabaco envolve 153 mil famílias produtoras, perfazendo aproximadamente 600 mil pessoas, informa Romeu Schneider. A indústria de cigarros emprega mais 35 mil trabalhadores. 

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