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Etanol: Apesar da procura elevada, valores recuam em maio


Nas quatro semanas cheias de maio, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado teve média de R$ 1,64492/litro, valor 10,9% menor do que o das semanas cheias de abril. Para o anidro, a média do Indicador Cepea/Esalq também registrou queda entre abril e maio, de 3,15%, com média de R$ 1,92372/litro no mês passado, considerando-se somente o mercado spot.


Segundo pesquisadores do Cepea, os primeiros dois meses da safra 2019/20 têm mostrado ainda pouca definição no comportamento dos preços dos etanóis. A demanda segue aquecida nas bombas, em função da boa vantagem do hidratado frente à gasolina, e o processamento de cana segue aquém do registrado em igual período da safra anterior, mas os preços, em termos reais, ainda ficam próximos aos observados no mesmo período de 2018.


O volume de etanol hidratado comercializado em maio em São Paulo, segundo dados levantados pelo Cepea, foi praticamente igual ao de abril, com ligeiro recuo de 0,45%. No comparativo com o mesmo período de 2018, contudo, houve forte aumento de 34%.


Açúcar


O volume total de açúcar cristal negociado no mercado spot de São Paulo dobrou na última semana de maio frente à anterior. Com usinas ofertando maiores quantidades a preços mais baixos, compradores estiveram mais ativos nas negociações para pronta-entrega, mesmo tendo adquirido grandes volumes do produto por meio de contratos antecipados, conforme relatos de colaboradores do Cepea.


Entre 27 e 31 de maio, a média do Indicador Cepea/Esalq, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, foi de R$ 66,69/saca de 50 kg, queda de 3,05% em relação à do período entre 20 e 24 de maio (R$ 68,79/sc).


Apesar desse aumento pontual da oferta, as usinas paulistas continuam direcionando uma maior quantidade da cana para a produção de etanol, o que pode, em períodos futuros, restringir a oferta do cristal no spot.


Segundo acompanhamento da Unica, de abril até a primeira quinzena de maio, as usinas de SP haviam moído 48,724 milhões de toneladas de cana da safra 2019/20, sendo 61,76% para a produção de etanol e 38,24% para a de açúcar.

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