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Acordos internacionais e lançamentos marcam presença da Embrapa no Green Rio


Pesquisadores alemães e brasileiros estarão envolvidos em uma nova parceria para o desenvolvimento de projetos na área de bioeconomia. Dois acordos de cooperação técnica foram assinados, nesta última semana, durante a programação do Green Rio, uma das mais importantes plataformas de negócios da chamada economia verde, que desde 2012 reúne representantes de vários países do mundo na capital fluminense.


Na oitava edição do evento, Embrapa e duas instituições alemãs de pesquisa - Julius Kühn Institute-Federal Research Centre for Cultivated Plans e Deutsche Biomasseforschungszentrum gemeinnützige GmbH (DBFZ) – firmaram acordos, que, pelos próximos cinco anos, vão representar a abertura de oportunidades e desenvolvimento de inovações tecnológicas voltadas ao setor.


Representando a Embrapa, esteve presente à assinatura dos acordos a secretária de Inteligência e Relações Estratégicas (Sire), Rita Milagres. Segundo ela, as parcerias são o reconhecimento da importância e do potencial da pesquisa agropecuária brasileira no desenvolvimento de inovações tecnológicas.


“A Embrapa, ao longo dos últimos 46 anos, atingiu um nível de consolidação e amadurecimento científico, que configura a resposta que as instituições internacionais esperam”, disse ela, destacando o potencial brasileiro em processos de conversão de produtos de base tecnológica a partir de matérias-primas originárias da biodiversidade nacional. Com o Instituto Julius Kühn, vinculado ao governo da Alemanha, a cooperação técnica em ciência e tecnologia ocorrerá por meio de projetos conjuntos nas áreas de agricultura e recursos naturais. Entre as prioridades, estão mudanças climáticas, biotecnologia, nanotecnologia, agricultura de precisão e tecnologias da informação, segurança de alimentos, nutrição e saúde, mercados e desenvolvimento rural.


O segundo acordo firmado foi com a instituição de pesquisa alemã DBFZ, que é um centro de estudos em biomassa, e que, em cooperação com os pesquisadores brasileiros, vai desenvolver projetos na área, incluindo seus fins energéticos, na cadeia produtiva, tecnologia agroindustrial e química verde. Estão previstos ainda estágios para estudantes vinculados a universidades, a serem implementados nas Unidades da Embrapa e do DBFZ.


O memorando de entendimento entre as duas instituições terá a duração de cinco anos, com possibilidade de renovação. Estiveram presentes o conselheiro para Alimentação e Agricultura da Embaixada da Alemanha, Ansgar Aschfalk, representando a DBFZ, e o presidente do Instituto Julius Kühn, Frank Ordon.


A secretária de Inteligência e Relações Estratégicas também esteve presente à mesa de abertura do Green Rio, durante a qual chamou a atenção para a importância do papel da Embrapa no contexto da bioeconomia, principal foco do evento. “A pesquisa desenvolvida na Empresa está totalmente alinhada às tendências dessa nova plataforma da economia global e da revolução tecnológica e tem gerado respostas à sociedade”, afirmou. “Mas é preciso muito mais investimento para que seja possível continuar correspondendo às expectativas de cenários de futuro cada vez mais desafiadores”.

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