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Boi: Indicador segue com preço pressionado por frigoríficos


O mercado físico de boi gordo segue operando em viés de queda. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos seguem formando suas escalas de abate sem maiores dificuldades, diante do crescimento da oferta de animais terminados.


“O quadro de pressão tende a aumentar durante a segunda quinzena do mês, avaliando o arrefecimento da demanda de carne bovina durante esse período. Além disso, os pecuaristas ainda encontram dificuldade na retenção dos animais, avaliando a perda de qualidade das pastagens nos últimos dias”, disse ele. Em São Paulo, preços a R$ 156,00 a arroba, estáveis. Em Minas Gerais, o preço ficou em R$ 146,00 a arroba em Uberaba, também inalterado.


No Mato Grosso do Sul, preços ficaram em R$ 144,00 a arroba em Dourados, contra R$ 145,00 a arroba ontem. Já em Goiás, preço em R$ 144,00 a arroba em Goiânia, inalterado. No Mato Grosso, preço de R$ 141,00 a arroba em Cuiabá, estável.

A carne bovina teve preços estáveis no atacado. Conforme Iglesias, a segunda quinzena de maio deve ser marcada por quedas expressivas nos preços com o arrefecimento do consumo esperado. O que pode conter a pressão de queda é a demanda exportadora, com a China enfrentando severo surto de peste suína africana, doença que dizimou o rebanho local.

O corte traseiro seguiu em R$ 11,20 por quilo. O corte dianteiro permaneceu em R$ 8,85 o quilo. Já a ponta de agulha teve preço de R$ 8,45 por quilo, estável.

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