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Setor de proteína animal vê para 2019 novo recorde para carnes suína e frango


O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, estimou exportações de carne suína superiores a 800 mil toneladas em 2019 e de frango em torno de 4,5 milhões de toneladas neste ano.


Os recordes anuais de embarques anteriores —de 733 mil toneladas para suínos e de 4,384 milhões de toneladas para frangos— foram marcados em 2016, antes de a indústria ser atingida fortemente por operações policiais que investigaram irregularidades no setor, como a Carne Fraca, e de embargos internacionais, como da Rússia, em 2017, além de tarifas antidumping da própria China.


No ano passado, quando o setor ainda foi golpeado pela greve os caminhoneiros, que resultou até mesmo em mortes de animais nas granjas, os custos dos grãos também subiram por questões de mercado, afetando as margens da indústria.


Essa situação deve ser revertida este ano, na medida em que a safra brasileira é “boa”, disse Turra. Ano passado a produção de milho, principal matéria-prima da ração, quebrou fortemente pela seca. Agora, os preços estão em queda, com algumas consultorias, como a AgRural, prevendo uma produção recorde do cereal de quase 100 milhões de toneladas.


“A safra foi muito boa, a imagem do produto já foi melhorada. Perdemos 70 mercados após a Carne Fraca, hoje recuperamos todos e conquistamos alguns novos. É um momento bom do custo, momento de recuperação, já se percebe plantas que estavam inativas retomando”, disse Turra.


Questionado sobre o impacto de maiores exportações para os preços das carnes no mercado interno —bancos como o Santander Brasil estão elevando projeções de inflação em função das carnes—, o presidente da ABPA afirmou que preços das carnes ficaram muito baixos nos últimos tempos, com o setor também sofrendo os problemas da economia fraca. “Ficou três anos sem aumento, tem gordura para queimar”, disse ele.