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  • REUTERS

Exportadora minimiza impacto de restrições da Arábia Saudita em no máximo R$ 45 milhões


A BRF afirmou nesta terça-feira que o impacto das restrições de importação decididas pela Arábia Saudita na véspera será limitado e que deverá retomar o ritmo anterior de exportações para o país em no máximo três meses.


A companhia disse que as restrições sauditas envolvem apenas uma fábrica da empresa, em Lajeado (RS) e estimou que a perda de receita líquida será de no máximo 45 milhões de reais no período de três meses.


Na terça-feira, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que cinco fábricas de carne de frango do Brasil foram desabilitadas a exportar para a Arábia Saudita, maior importador do produto brasileiro, por razões técnicas, e que 25 unidades continuavam autorizadas a realizar embarques. A notícia fez as ações da BRF fecharam em queda de 5 por cento.


A BRF afirmou que após a decisão da Arábia Saudita passou a ter oito fábricas habilitadas a exportar no grupo de 25 do país e que as unidades da companhia são suficientes para atender a demanda saudita.


“O impacto efetivo dessa medida para a BRF se restringe às exportações da planta de Lajeado, que vinha operando com um volume de aproximadamente 6,5 mil toneladas/mês de exportação para a Arábia Saudita”, afirmou a companhia.


“A companhia já iniciou os ajustes necessários em sua cadeia produtiva e estima que, em no máximo 3 meses, retomará o mesmo patamar de embarques para a Arábia Saudita”, acrescentou.


A perda estimada de receita no período é equivalente a 0,1 por cento do faturamento líquido da companhia nos 12 meses encerrados em setembro.

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