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MS: Estado se destaca na qualidade da carne e é o segundo no uso de genética bovina


O mercado de produção de sêmen bovino movimentou cerca de R$ 22,1 milhões em 2017 no Mato Grosso do Sul, onde, segundo a Asbia (Associação Brasileira de Inseminação Artificial), foram vendidas 1.473.406 doses do produto para gado de corte, se for considerado o preço médio de R$ 15,00 da unidade. Este feito dá ao estado a segunda posição no ranking nacional entre os maiores vendedores, encostado no Mato Grosso que vendeu 1.504.056.


No Brasil, foram comercializadas 8.071.287 doses de sêmen para gado de corte. O montante de Mato Grosso do Sul representa 18,3% do total. No que diz respeito ao gado leiteiro, a pecuária sul-mato-grossense comercializou 31.634 doses, o que representa apenas 0,8% das 4.063.151 doses vendidas em 2017. Neste setor, Minas Gerais detém 30,8% do mercado, seguido por Rio Grande do Sul e Paraná, ambos com 15,6% das vendas.


De acordo com o médico veterinário e diretor da Acrissul (Associação de Criadores de Mato Grosso do Sul), Armando Pereira, a qualidade dos profissionais e o emprego das tecnologias são os responsáveis pelo status do Estado. “O estado é detentor de um grande grupo de melhoristas”, afirma ele sobre programas de melhoramento genético de rebanhos.


“O Mato Grosso do Sul está entre os três principais estados em produção de genética para produção de sêmen. O nível técnico dos agrônomos, médicos veterinários e zootecnistas é alto”, garante. Os criadores de touros destinados a produção de sêmen participam de programas de melhoramento genético da Embrapa e da ANCP (Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores).


Tudo começa com a avaliação genética do animal e seus descendentes, explica a pesquisadora da Embrapa Gado de Corte, a médica veterinária Alessandra Nicácio. “É feita a avaliação do animal, o desenvolvimento dele, o teste de progênie dele, para saber se os filhos deste animal têm as características dele, pois isso vai impactar no preço da dose do sêmen deste animal. Quando o produtor tem um touro bom, com genética boa, um bom potencial, esse touro passa por essas avaliações e precisa cumprir determinados pré-requisitos, ser registrado. Tem uma legislação a ser cumprida. Não é qualquer touro que pode ter o sêmen coletado”, descreve.


Além de estar em segundo lugar nas vendas em todo o Brasil, Mato Grosso do Sul também é referência na Alta Genetics, central de destaque na coleta e comercialização de sêmen bovino no Brasil. Armando revela que, por três anos consecutivos, o estado foi líder de vendas na empresa, que tem a meta de vender 5 milhões de doses neste ano. Destas, mais de 600 mil foram produzidas por touros de proprietários sul-mato-grossenses.

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