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MT: Acordo celebra pioneirismo em centro de pesquisas de produção de gado de corte


Um termo de parceria firmado entre a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e a Associação dos Criadores de Nelore de Mato Grosso (Acnmt) permitirá a implantação do primeiro centro de pesquisas aplicadas à produção de gado de corte em Mato Grosso. Com mais de 30 milhões de animais, o estado possui o maior rebanho bovino do país, sendo 80% da raça nelore. O principal objetivo do acordo, que tem duração de 6 anos, podendo ser prorrogado, é promover a sustentabilidade da raça nelore ao facilitar o acesso de pecuaristas mato-grossenses aos touros melhoradores do rebanho. Além disso, visa promover treinamentos a técnicos, produtores e alunos de graduação e pós-gradução de modo a fomentar a cadeia produtiva da carne. A construção do centro inclui espaços de confinamento, maquinário, benfeitorias, pastagem e centros de manejo, com investimentos realizados pela associação, em uma área de 208 hectares disponibilizada pela Empaer, em Nossa Senhora do Livramento. A proposta é do pesquisador da própria instituição estadual (Empaer), Rodrigo Pacheco, que é doutor em Zootecnia pela Universidade de São Paulo (Unesp) Botucatu. “O principal benefício será da Empaer que há 30 anos não tinha qualquer benfeitoria nesta área que agora se tornará produtiva. Também haverá muitos ganhos à área da pesquisa de melhoramento de raça e aproveitamento de carcaça. Vamos disponibilizar nossos melhores profissionais, doutores e pós-doutores em nutrição animal, para atuar neste projeto que visa atender principalmente o pequeno produtor que também precisa ter acesso a novas tecnologias”, afirma Candido dos Santos Rosa Junior, diretor presidente da Empaer Mato Grosso. Para o presidente da Acnmt, Mario Candia, além de fomentar as áreas de pesquisa, o projeto tem condições de viabilizar formação de mão de obra qualificada em Cuiabá e Várzea Grande, onde residem mais de 1 milhão de habitantes, gerando emprego, renda e novas oportunidades. “O conhecimento é sempre algo bom, porque agrega valor ao nosso negócio e também promove melhor condição de vida às pessoas”. Rodrigo Pacheco explica que esses investimentos, viabilizados junto à iniciativa privada, podem transformar Mato Grosso em um polo tecnológico de produção de bovinos de corte. “Mas, para isso, teremos de organizar a cadeia produtiva, reunindo instituições públicas, privadas, frigoríficos, pecuaristas e universidades em torno do mesmo objetivo, como aconteceu com a cadeia do arroz em 2005”.

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