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Governo argentino desmantela irregularidades em exportações de grãos


O governo da Argentina acabou descobrindo algumas irregularidades em vendas para o exterior de grãos antes do lançamento da nova política de impostos sobre exportação, as retenciones.


De acordo com algumas resoluções publicadas no Diário Oficial da União da Argentina, o secretário da Ag-Indústria, Luis Miguel Etchevehere cancelou permissões para exportar grãos e subprodutos para cerca de um milhão de toneladas.


O governo argentino iniciou uma investigação sobre as Declarações de Exportação (DJVE's) emitidas pelos grandes exportadores nos últimos dias do mês de agosto, antes das novas tarifas serem impostas e constatou que os exportadores registraram 8,5 milhões de toneladas de grãos e subprodutos em apenas dois dias.


Nesse cenário, os valores não estavam condizendo com os números que já haviam sido registrados. Informações divulgadas pelo portal lanacion, são quase 20 empresas envolvidas nessas investigações, como a Amaggi Argentina, que está ligada ao Ministro da Agricultura do Brasil, Blairo Maggi.


Entre os volumes de exportação cancelados que mais chamam a atenção estão casos da ADM, com 450 mil toneladas de milho, 150 mil de trigo e 60 mil toneladas de soja e da Monsanto, com 100 mil toneladas de milho.


No circuito local de traders, corretores e analistas de commodities, especula-se que nos próximos dias novos pedidos do Secretariado poderiam cancelar outras permissões de exportação para outras grandes empresas de grãos.


Segundo as informações, nem todas as empresas estiveram dispostas a responder as solicitações do governo argentino e quatro delas, Adriana Soledad Duran, Impex Express, Agrinisi St e MS Agro, omitiram o requisito

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