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Eficiência e sustentabilidade privilegiam a produção agropecuária brasileira


Dentro da propriedade rural a tecnologia é a maior aliada para a sustentabilidade. A afirmação foi feita pelo assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Carlos Dé Carli, em audiência pública da Comissão Mista de Mudanças Climáticas do Congresso Nacional na terça (26).


“O bom manejo da pastagem permite que a raiz da forrageira contribua para o sequestro de carbono. Se o solo está bem estruturado, a raiz é bem desenvolvida. Para isso, a tecnificação é fundamental”, afirmou.


Em sua apresentação na audiência pública, o assessor técnico da CNA mostrou dados analisados a partir do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Além do uso para o comando e controle, a ferramenta mostra a preservação dos ativos florestais brasileiros dentro das propriedades rurais.


“Segundo o CAR, do total de áreas cadastradas de 441.644.957 hectare, 64% são de áreas de preservação permanente, reserva legal e remanescente de vegetação nativa dentro das propriedades”, declarou.


O assessor técnico acrescentou que a maioria dos produtores rurais que tem algum passivo ambiental querem regularizar a propriedade, cerca de 57% declararam no CAR a opção de adesão ao Programa de Recuperação Ambiental (PRA).


“No entanto, a legislação é rígida, dificultando o acesso do produtor rural à regularização da propriedade”, afirmou. Outro ponto abordado por João Carlos Dé Carli foi o Grau de Eficiência da Exploração (GEE) e o Grau de Utilização da Terra (GUT), dispostos na Lei 8.629 de 1993, a lei agrária.


“O produtor rural precisa atingir os graus exigidos. Se deixar a propriedade intocada, o produtor pode ser desapropriado por não cumprir a sua função social”, ponderou. Inserção da árvore na propriedade rural .


O assessor técnico João Carlos Dé Carli falou também sobre o Projeto Biomas, desenvolvido pela Embrapa em parceria com a CNA que busca o aumento da inserção da árvore dentro das propriedades rurais nos seis biomas brasileiros.

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