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Pesquisador apresenta na França estudos sobre exposição do trabalhador rural a agroquímicos


Entre os dias 2 e 4 de maio acontece na capital francesa uma reunião oficial do Consórcio Internacional para Desenvolvimento e Avaliação de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura. Na ocasião, o cientista brasileiro Hamilton Ramos apresenta, a convite do Governo da França, duas pesquisas realizadas no Brasil sobre a exposição do trabalho rural aos agroquímicos. Ambos os trabalhos versam sobre a segurança das vestimentas de proteção utilizadas por trabalhadores rurais na pulverização de lavouras.


Além de Ramos, foram convidados para o encontro representantes da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária e do MTE - Ministério do Trabalho e Emprego. Os dois órgãos do Governo brasileiro dedicam-se a aprimorar a legislação que trata do trabalho com agroquímicos, e sua presença no evento tem objetivo de analisar o modelo adotado pela França na área. Naquele país, é adotado o sistema de avaliação do risco por meio de ‘cenários de exposição’, ou seja, a legislação estabelece diferentes níveis de classificação para a exposição do trabalhador a produtos químicos.


Ramos é o coordenador do Programa IAC-Quepia de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura. Este projeto une o Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (CEA/IAC) - órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo - à indústria brasileira de vestimentas de proteção.


Realizados no laboratório do Programa Quepia, instalado na cidade de Jundiaí (SP), os trabalhos científicos do pesquisador perseguem a melhora da qualidade de equipamentos de proteção individual (EPI) produzidos no Brasil, bem como a adequação destes às diferentes situações de exposição do trabalhador aos produtos agroquímicos.


Ramos salienta que nos últimos anos o Brasil tornou-se uma referência mundial em investimentos para reduzir a exposição do trabalhador rural aos agroquímicos. Mesmo assim, atesta ele, um grande número de produtores rurais e agroindústrias ainda permanece desatento à necessidade de fornecer ao trabalhador rural equipamentos de proteção com qualidade certificada.

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