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PA: Batata-doce biofortificada na merenda escolar do Pará


Representantes das Secretarias de Educação e de Agricultura do município de Marabá, e técnicos da Emater, do Sebrae e da Unifesspa vão conhecer a cultivar de batata-doce biofortificada da Embrapa. Ela tem 10 vezes mais betacaroteno que as batatas-doces convencionais, e pode enriquecer nutricionalmente a merenda escolar do município. O evento de apresentação será no dia 23, às 10h, na sede do Ministério Público. Segundo o coordenador do Núcleo da Embrapa Amazônia Oriental, em Marabá, Daniel Mangas, o objetivo é apresentar aos gestores as potencialidades da cultivar Beauregard, de batata-doce, e a possibilidade de inserção desse produto no cardápio da merenda escolar. “Em reuniões com o Ministério Público sobre a merenda escolar, nos foi relatado que a Prefeitura de Marabá não consegue atingir os 30% de aquisição de produtos da agricultura familiar, por isso sugerimos a inserção desse produto”, afirma o coordenador. Ele relata que 14 agricultores familiares da região já plantam a cultivar desde o final do ano passado e as colheitas iniciarão em maio próximo. “Esses agricultores foram capacitados pela Embrapa e estão multiplicando seus materiais para aumentar suas produções”. Dois deles darão seus depoimentos aos gestores públicos e técnicos. No evento do dia 23, o público presente vai conhecer os detalhes e degustar a batata-doce Beauregard. A ação faz parte do Projeto Mosaico, coordenado pela Embrapa Amazônia Oriental e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Icmbio), em parceria com o Instituto Federal Tecnológico do Pará – Campus Rural Marabá (Ifpa), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Emater, Ideflor-Bio e as Prefeituras de Marabá, São Félix do Xingu e Parauapebas. Alimentos mais nutritivos

A batata-doce Beauregard apresenta em média 115 microgramas de betacaroteno por grama de raízes frescas, enquanto que as batatas-doces convencionais de polpa branca têm até 10 microgramas. O betacaroteno é um carotenoide antioxidante e precursor importante da vitamina A. A biofortificação é resultado de um processo de cruzamento de plantas da mesma espécie, gerando cultivares mais nutritivas. “É importante ressaltar que não é alimento transgênico (onde há incorporação de genes de outro organismo no genoma da planta) e que o próprio produtor tem a autonomia para reproduzir sua semente ou muda”, destaca Daniel Mangas, da Embrapa. O trabalho com os biofortificados é resultado da Rede Biofort, conjunto de projetos coordenados pela Embrapa, que visa a segurança nutricional da população brasileira, tendo o foco direcionado aos alimentos básicos como arroz, feijão, feijão-caupi, mandioca, batata-doce, milho, abóbora e trigo.