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Brasil receberá em maio certificado de área livre de aftosa em Congresso na França


A OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) emitirá em 20 de maio o reconhecimento formal de que o Brasil é área livre de aftosa com vacinação. O anúncio foi feito pelo senador Waldemir Moka (MDB) no plenário do Senado, durante sessão que homenageou a nova condição do país. O certificado será apresentado em congresso da entidade, em Paris (França).


A erradicação da aftosa com vacinação atinge 25 Estados e o Distrito Federal. No país, apenas Santa Catarina já é considerado área livre sem imunização dos rebanhos. Moka foi o responsável por propor no Senado, na segunda-feira (2), sessão alusiva à decisão da OIE. Para ele, o ato “é um marco e uma grande conquista histórica”.


Ainda conforme Moka, mesmo diante de dificuldades no campo, o Brasil é líder mundial na produção de alimentos e na exportação de carnes. O reconhecimento do país partiu do comitê científico da OIE –que congrega 180 países–, ressaltou o senador.


“É algo de enorme relevância, de uma abertura ainda maior de mercados em todo o planeta para nossos produtos”, pontuou o senador, ao frisar que o rebanho brasileiro, com 217 milhões de cabeças, é o maior do mundo, sendo que a pecuária responde sozinha por 18% das exportações mundias de carne e 7,4% do PIB (Produto Interno Bruto) do país, firmando o setor como importante gerador de riqueza, renda e emprego.


Trabalho exitoso


Segundo o secretário da SDA, Luís Rangel, o trabalho feito para erradicar a febre aftosa no Brasil é um dos mais exitosos do mundo na área de defesa agropecuária, levando em conta as dimensões continentais do país. “A Semana do Brasil Livre de Aftosa é um marco histórico, que envolveu o esforço de muitas pessoas dos serviços veterinários, a colaboração permanente de criadores e a montagem de um plano complexo de combate à doença”, explicou.


“A defesa agropecuária é um desafio em qualquer situação, mas no Brasil é ainda maior pelo grande número de países com os quais temos fronteiras, o vasto território, o número de portos, além de uma infraestrutura de defesa sanitária aquém do que necessitamos”, observou. De acordo com o secretário, “não é trabalho para amadores. O programa de combate à doença teve sucesso porque foi resultante de uma política pública que teve a iniciativa privada como parceira”.


Na luta contra a aftosa, Rangel destacou também o trabalho do Departamento de Fiscalização de Insumos Pecuários (DFIP) do Ministério, voltado ao controle das vacinas, controle que possibilitou ao país ser livre da doença com vacinação, reconhecimento que deverá ser oficializado pela OIE, no próximo mês. “O Brasil foi um dos poucos países que, além de usar o rifle sanitário (sacrifício) para conter a aftosa, apostou na vacinação maciça de seu rebanho”.


Na avaliação de Rangel, a defesa agropecuária é o melhor investimento para a preservação da agropecuária nacional. “Para se ter ideia, a cada R$ 1 investido na erradicação da aftosa tivemos retorno de R$ 27. Se formos estender o cálculo à peste suína clássica, tuberculose e brucelose bovina, e aos programas de defesa sanitária da SDA, o número atinge R$ 67. Mesmo com os recursos muito aquém do necessário conseguimos feitos incríveis”.

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