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1º bimestre fecha com baixa liquidez e cautela no mercado pecuário


O mercado pecuário finaliza o primeiro bimestre deste ano marcado pela cautela. Depois de um 2017 conturbado, o ritmo de negócios envolvendo boi gordo tem sido lento neste ano, de acordo com colaboradores do Cepea. No geral, novos lotes de animais para abate são adquiridos apenas quando há necessidade por parte dos frigoríficos. Muitos destes compradores indicam que as vendas de carne no mercado atacadista ainda não se aqueceram. Já no front externo, as exportações brasileiras de carne bovina in natura apresentaram bom ritmo nos 10 primeiros dias úteis de fevereiro. Quanto aos preços, com a baixa liquidez interna, a média do boi gordo no primeiro bimestre deste ano variou pouco frente à verificada no mesmo período de 2017 na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea, em termos nominais.


Carne Suína


O poder de compra do suinocultor frente ao milho e ao farelo de soja, principais insumos da atividade, caiu com força em fevereiro. Além das consecutivas quedas nos preços do animal, o cereal e o derivado de soja se valorizaram expressivamente no correr do mês passado. Diante desse cenário, suinocultores consultados pelo Cepea com menores estoques de grãos, especialmente de São Paulo, têm tido dificuldades na gestão dos custos operacionais das granjas neste final de mês. O reflexo deste movimento do mercado recai sobre a programação de produção dentro da porteira. Suinocultores sinalizam que estão abatendo animais mais leves para minimizarem os prejuízos com ração, já que os preços do animal não reagem.