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Associação de Plantio Direto e Embrapa realizam Rally da Colheita


A Associação de Plantio Direto do Vale Paranapanema (Apdvp), em parceria com a Embrapa, realiza o primeiro Rally da Colheita para a soja, na safra 2017/18, na região do Vale Paranapanema. Uma equipe de técnicos do Rally da Colheita está percorrendo cerca de 100 propriedades rurais na região de Assis (SP) para analisar as perdas durante a colheita e mostrar os resultados aos agricultores. Os três produtores que possuírem a menor taxa de perda serão premiados durante o 10º Fórum sobre Sistema Plantio Direto, que será realizado em setembro, em Assis (PR). As propriedades visitadas pertencem a associados da Apdvp e o Rally segue até dia 20 de março. Os trabalhos da equipe são coordenados pelo engenheiro agrônomo e agricultor, diretor da Apdvp, Salvatore D’Angelis, e pelo diretor da Apdvp, Jorge Benigno Neto. O pesquisador José Miguel Silveira, da Embrapa Soja, está envolvido na iniciativa. O objetivo é fazer a avaliação quantitativa e qualitativa das operações da colheita, baseado na tecnologia de “Determinação de perdas na colheita de soja”, desenvolvida pela Embrapa Soja. Metodologia de perdas na colheita

A tecnologia é capaz de estimar a quantidade de grãos que a colheitadeira não recolhe e acaba sendo desperdiçada. De acordo com padrões internacionais, a tolerância de perdas é de até uma saca (60kg) por hectare, acima disso é considerado desperdício. No entanto, no Brasil há estimativas de perdas de duas ou mais sacas por hectare, em média, o que poderia ser facilmente evitado adotando-se práticas de aferição na colheita. Durante a década de 1980, a metodologia foi adaptada às máquinas e às técnicas de cultivo atuais e é capaz de reduzir perdas e assim aumentar a eficiência da colheita. O pesquisador da Embrapa Soja, José Miguel Silveira, informa que o sistema de medição pode ser confeccionado com ripas de madeira ou canos de PVC e barbante. "Após a passagem da colhedora, a armação deve ser colocada transversalmente às linhas de semeadura", explica Silveira. "Os grãos que estão soltos sobre o solo e dentro das vagens na área de armação são depositados no copo medidor e o nível de perdas é determinado diretamente numa escala graduada, em sacos por hectare", diz. Kit contra o desperdício

O kit básico de monitoramento de perdas na colheita de soja (copo e armação) é acompanhado de um manual orientador. O documento destaca os índices e os valores relacionados a cada um dos sistemas que compõem a colheitadeira - corte e alimentação, trilha, separação, limpeza, transporte, armazenamento e descarga, finalizando com as recomendações técnicas sobre os problemas, as causas e as possíveis soluções observadas na operação de colheita da soja. "Em geral, maior cuidado deve ser dado ao sistema de corte e alimentação, composto de barra de corte, molinete, condutor helicoidal (caracol) e esteira alimentadora", recomenda o pesquisador. "Ajustes como a posição e a rotação do molinete devem ser observados, mesmo havendo hoje o auto-ajuste que sincroniza a rotação do molinete com a velocidade de avanço do equipamento colhedor", frisa. De acordo com Silveira, no processo de colheita, a velocidade de deslocamento da colheitadeira influencia diretamente nas perdas. A Embrapa recomenda um intervalo de velocidade entre 4 e 6,5 km por hora para que o sistema de corte da plataforma de alimentação trabalhe com máxima eficiência e contribua para minimizar as perdas de grãos.

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