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Exportações de carne bovina iniciam 2018 animadoras para o setor


As exportações brasileiras de carne bovina in natura iniciam 2018 com resultados animadores para o setor. Segundo dados da Secex, o volume embarcado em janeiro (99,5 mil toneladas) e a receita em dólar (US$ 425,82 milhões) são os mais elevados desde 2014. Ainda que a quantidade embarcada tenha caído 8,3% frente à de dezembro, subiu 14,22% em relação à de janeiro/17. Em 2017, os embarques brasileiros surpreenderam, e esse cenário se deve especialmente às vendas a Hong Kong e à China. De 2016 para 2017, houve aumento na participação destas regiões asiáticas no total embarcado pelo Brasil, o que, segundo pesquisadores do Cepea, pode ser um alerta, visto que mostra a dependência de dois grandes compradores e, portanto, a necessidade de o País diversificar as vendas externas de carne bovina. Do total embarcado pelo Brasil no ano passado, 38,3% tiveram como destino Hong Kong e China. Os dois, juntos, foram responsáveis por 37,6% da receita arrecadada pelo Brasil em 2017. Em 2016, Hong Kong e China representavam 33,4% do volume embarcado e 32% da receita.


CARNE SUÍNA


A Rússia, que havia embargado a compra de carne suína brasileira oriunda de alguns frigoríficos em dezembro de 2017, interrompeu as aquisições da proteína em janeiro. Por outro lado, a China, que havia reduzido as compras da carne suína brasileira em 2017, adquiriu 5,74 mil toneladas (ou 73,4%) a mais em janeiro/18 em relação a dezembro/17. O desempenho ainda fraco das exportações têm prejudicado o mercado doméstico, que sente dificuldades em gerenciar a maior disponibilidade de carne. Neste início de ano, a demanda interna retraída se mantém, resultando em pressões de compradores para redução de preços do animal e das carcaças.